Descendente dos Pais de Tiradentes

Sobrinha-neta do Barão de São Carlos, do Barão do Rio do Ouro e da Baronesa de Santo Antonio

Batizada em 18 de Outubro de 1876, na Paróquia de São Pedro de Alcântara, do Rolcharia, termo de Juiz de Fora. Falecida em 24 de Julho de 1977, no Largo dos Leões, no Humaitá, Rio de Janeiro.

Filha do Fazendeiro Affonso Júlio de Miranda e Innocência Pereira Nunes. Neta paterna de Antonio José de Miranda e Maria José de Cortona. Neta materna de Vitório Pereira Nunes e Maria Vitória da Rocha.

Bisneta paterna do Capitão José de Miranda Ramalho e Maria Rodrigues da Silva. De José Antonio de Magalhães e Maria Rita de Jesus Xavier. Bisneta materna de Inácio Pereira Nunes e de Dona Leocádia Vasconcellos de Araújo. Terceira neta paterna de João de Miranda Ramalho e Maria Teixeira de Carvalho. De André Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva. De José Antonio de Andrade e Valentina Tereza de Jesus. De Joaquim Rodrigues Chaves e Rosa Maria de Jesus. Terceira neta materna de Antonio Nunes da Silva e Ana Pereira. De Bento Borges de Araújo e Maria Joaquina de Vasconcellos Quarta neta paterna de Manoel Antonio e Ana Gonçalves de Miranda. De Domingos Teixeira de Carvalho e Luiza Costa Ferreira. De Domingos Chaves e Maria Rodrigues. De Thomaz da Silva e Valentina de Mattos. De João Crisóstomo de Magalhães e Bárbara Maria Dias. De André Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva. De Francisco Ferreira de Sousa e Antonia Rita de Jesus Xavier. Quinta neta paterna de Antonio de Carvalho e Maria Teixeira. De João Costa Ferreira e Domingas Teresa. De Domingos Álvares e... De José de Torres e Teresa da Silva. De Miguel Barbosa e Ursula Mendes. De João... De Magalhães e Ana Maria de Andrade. De Mathias Álvares Negrão e Maria de Marins do Prado. De Domingos Chaves e Maria Rodrigues. De Thomaz da Silva e Valentina de Mattos. De Carlos Ferreira de Sousa e Rosa de Azevedo. De Domingos da Silva dos Santos e Antonia da Encarnação Xavier. Sexta neta paterna de Manoel Soares e Inês Arouche. De Antonio de Matos e Maria Costa. De Manoel Mendes de Souza e Páscoa da Silva. De Domingos Álvares e... De José de Torres e Teresa da Silva. De Miguel Barbosa e Ursula Mendes. De Manuel Afonso de Sousa e Maria de Azevedo. De André da Silva e Mariana da Matta. De Domingos Xavier Fernandes e Maria de Oliveira Colaço. Sétima neta paterna de Domingos Cabral de Sousa e Ursula Mendes, a Velha. De Fernando Rocha e Antonia Corrêa. De Manoel Soares e Inês Arouche. De Antonio de Matos e Maria Costa. De Manuel Mendes de Sousa e Páscoa da Silva. De Domingos Rodrigues e Catarina Fernandes. De Antonio de Oliveira Setubal e Isabel de Oliveira Colaço. Oitava neta paterna de Manoel de Sousa e Maria Cabral de Melo. De Domingos Cabral de Sousa e Ursula Mendes, a Velha. De Fernando Rocha e Antonia Correa. De João Fernandes e Esperança Fernam. De Hieronimo Setubal e Brazia de Oliveira. De Antonio de Oliveira Gago e Ana da Cunha. Nona neta paterna de Fernando Cabral de Melo e Sebastiana Cabral. De Manuel de Sousa e Maria Cabral de Melo. De Martinho de Oliveira Gago e Catarina Pereira Sardinha. De Antonio da Cunha e Paula Gonçalves. Décima neta paterna de Gonçalo Carvalho da Câmara e Helena Fernandes de Melo. De Aleixo Manuel, o Moço, e Isabel Cabral. De Fernando Cabral de Melo e Sebastiana Cabral. De Pedro Colaço e Juliana de Oliveira. De Manuel da Cunha e Catarina Pinto. Décima primeira neta paterna de Aleixo Manuel Albernaz e Francisca da Costa Homem. De Gonçalo Carvalho da Câmara e Helena Fernandes de Melo. De Aleixo Manuel, o Moço, e Isabel Cabral. De Salvador Teixeira da Cunha e Maria Mendes. De Pedro Colaço, o Velho, e Brígida Machado, a Velha. De Manuel de Oliveira Gago, o Velho, e Felipa da Mota. Décima segunda neta paterna de Aleixo Manuel Albernaz e Francisca da Costa Homem. De Fuão Albernaz e... Faria. De Jordão Homem da Costa e Apolônia Domingues. De Rui Dias Machado e Cecília Rodrigues. De Antonio de Oliveira e Genebra Gago. De Vasco Pires de Mota e Felipa Gomes da Costa. Décima terceira neta paterna de Jordão Homem da Costa e Apolônia Domingues. De Fuão Albernaz e... Faria. De Aniceto Vaz da Mota e Felipa de Sá. De Estevão da Costa e Isabel Lopes de Sousa. Décima quarta neta paterna de Martim Afonso de Sousa.

O ROMANCE
Ele era Promotor de Justiça em Itaperuna, para onde Honorina viajava de tempos em tempos pra ficar com a madrinha.

“Ele passava a cavalo e via vovó na janela. Apaixonaram-se”. (Antonieta Inocência Vieira Ferreira Morpurgo)

Quando Honorina voltou para casa, em Paraíba do Sul, Fernando Luis lhe dedicou esses versos:

PRECE
A Mlle...

Partes... Não sabes que saudade immensa
Vem augmentar o meu isolamento:
É noite, minha amiga, e a treva é densa
Sem um astro siquer no firmamento.

Surge, meu sol, surge outra vez e pensa
Que si tiveres um regresso lento,
Breve sentindo o vácuo da descrença,
Minha alma tombará no desalento.

Não voltas mais... Oh dor, oh desespero!
Porque se eclypsa a luz de teu semblante
Subitamente assim?

O meu destino é mais feroz que Nero,
Estou cego, meu Deus! Sem norte, errante,
O que será de mim?

Fernando Ferreira
Itaperuna, 16 de Agosto de 1894.

A poesia, por certo, comoveu Honorina que aceitou o seu pedido de casamento:

“O noivado não durou muito. Eles se conheceram e se casaram em dois meses”. (Lilia Barcellos)

O que se confirma pelo confronto das datas da poesia e do casamento: 16 de Agosto e 8 de Novembro... Exatos 2 meses e 22 dias!

VIDA EM FAMÍLIA
Pelas fotos dos passeios, acreditamos que tenham tido uma vida feliz e cheia de emoções. Paixão que se prolongou por toda a vida, considerando-se as cartas desesperadas de Honorina quando, já casada, foi obrigada a viver longe dele, então Juiz no Acre.

AS BODAS DE OURO
Em 8 de Novembro de 1944 comemoram as Bodas de Ouro, reunindo a família na Moreira César.

CARTA DA MADRINHA
Era afilhada de Dona Eliza Dutra de Rezende, mulher de Jayme Vieira de Rezende.

Pequena Biografia
Jayme Vieira de Rezende. Nasceu na Fazenda do Rochedo, município de Cataguazes, em 30 de abril de 1886; casou-se em 13 de fevereiro de 1885, com sua prima D. Elisa Dutra de Rezende, filha de seus tios Antonio Vieira da Silva Rezende e de D. Carlota Dutra de Rezende, então proprietários da Fazenda Itaguassu, no actual município de Mirahy. Educado no tradicional “Colégio do Caraça”, foi fazendeiro nos Estados de Minas e Rio de Janeiro e comerciante no Espírito Santo. Jayme Vieira de Rezende é nome de Rua e Avenida no Espírito Santo. Faleceu em Vitória, em 15 de Setembro de 1913, deixando viúva e os seguintes filhos: 1- Mercedes Rezende, nascida em 16 de Março de 1891. Casada com Paulo Pacheco, em 15 de fevereiro de 1912. 2- Hermano Vieira de Rezende, nascido em 17 de Abril de 1894. Casado com Dona Leonarda Moreira, em 27 de maio de 1919. 3- Osmane Vieira de Rezende, nascido em 27 de dezembro de 1900. 4- Flora Rezende de Oliveira, nascida em 26 de Maio de 1902. Casada com Hostilio Ximenes de Oliveira, no dia 22 de fevereiro de 1922 (Família Rezende)

Honorina
Recebi tua carta e fiquei muito satisfeita pela a tua chegada mas recebi hoje a tua carta e infelizmente não posso te fazer uma vizita, porque a Mercedes está passando mal com dor de Olhos, e estou com viagem marcada para Cataguazes, tem já condução lá me esperando. Segunda feira vou muito aborrecida se não puder estar contigo e te dar um apertado abraço, peço-te para vir e a Dr. Fernando para virem cá antes de eu seguir para Cataguazes, manda-me um telegrama para eu mandar te esperar na Estação. Traga a Guiomar, venha sesta ou sabbado sem falta que estou ancioza para ver-te. No mais, eu Jaime e Meninos muito te recommendamos a Dr. Fernando, teus Pais e Guiomar. Sou tua Madrinha e Amiga que muito te estima.

Elisa Dutra de Rezende
17 de Abril de 1893

NB Se tivesse recebido a tua carta logo que chegou ahi já tinha ido te vizitar, venha te pesso mais uma vez.

Foram Pais de:

1. JOAQUIM VIEIRA FERREIRA NETTO
(V. Meus Avós – Dra. Alzira Nogueira Reis)

2. ELISA ATLÂNTICA VIEIRA FERREIRA. Nascida em 2 de Maio de 1897. Falecida menina.

3. FERNANDO LÍVIO VIEIRA FERREIRA. Funcionário dos Correios e Telégrafos. Nascido em Paraíba do Sul, em 26 de Agosto de 1898. Falecido nos anos 80, solteiro, com mais de 80 anos. Sem Geração.

4. JOÃO BATISTA VIEIRA FERREIRA. De apelido Ivan. Nascido em Barra Mansa, em 21 de Maio de 1900. Falecido em 8 de Abril de 1966. Casado com a Professora Márcia da Costa Santos. Com Geração.

5. THEREZA DE JESUS MARIA VIEIRA FEREIRA. Nascida em 22 de Julho de 1901, em Barra Mansa. Falecida em 2 de Fevereiro de 1966, em Niterói. Casada, em 1919, em Nova Friburgo, com o Coronel Médico Dr. Admar Morpurgo. Com Geração.

Pequena Biografia: Dr. Admar Morpurgo nasceu em 16 de Julho de 1897, no Rio de Janeiro. Faleceu em 16 de Dezembro de 1969, filho único de Dona Antonieta César Dias e do Dr. Eduardo Morpurgo.

6. MARCO TÚLIO VIEIRA FERREIRA. Nascido em Paraíba do Sul, em 25 de Outubro de 1905. Falecido em 17 de Abril de 1939.

7. MARIA DAS DORES VIEIRA FERREIRA. Tia Mary. Nascida em Paraíba do Sul, em 10 de Novembro de 1906. Falecida no Rio de Janeiro, nos anos 80. Faleceu solteira. Sem Geração.

8. BEATRIZ VIEIRA FERREIRA. De apelido Tia Ba. Nascida em 16 de Julho de 1910, na Rua Bonfim, no Rio de Janeiro. Falecida em 1999, em Curitiba. Casada, em 1931, com o Engenheiro Fernando Nascimento Silva, nascido em 10 de Janeiro de 1905 e falecido em 13 de Julho de 1967, filho do Dr. Ernesto Nascimento Silva e de Dona Alda Campos, portuguesa do Porto. Com Geração.

Pequena Biografia: Fernando era Engenheiro, nasceu em 10 de Janeiro de 1906 e faleceu em 13 de Julho de 1967, no Rio de Janeiro. Passou a infância na Rua Afonso Pena, na Tijuca. Estudou no Colégio Pedro II e cursou Engenharia na Escola Politécnica, formando-se em 1929. Dedicou-se ao magistério em diversas instituições de ensino sendo docente da cadeira de Geologia da Escola Nacional de Engenharia. Ingressou a seguir no quadro técnico do antigo Distrito Federal, tendo a oportunidade de pesquisar a formação geológica da terra da Guanabara, sua grande paixão! Responsável pela reedição do livro “Rio de Janeiro em seus 400 Anos”. Deixou numerosos trabalhos de natureza científica e literária em folhetos, revistas técnicas e periódicos diversos. Autor do Romance Histórico “O Homem que queria Matar o Vice-Rei”. Deu nome à Rua Engenheiro Fernando Nascimento Silva, em Laranjeiras. (Fernando Ernesto Nascimento Silva)

9. AFONSO JÚLIO VIEIRA FERREIRA, Funcionário dos Correios e Telégrafos. Nascido em Nova Friburgo, em 12 de Março de 1913. Falecido no final dos anos 90, com mais de 80 anos. Casado com Mair Beque, funcionária dos Correios. Sem Geração.


Pesquisa
Anamaria Nunes

Fotos Antigas:
Acervo Nieta Morpurgo




sábado, 1 de janeiro de 2011

FERREIRA DE SOUSA

DESCENDÊNCIA
Pais de Francisco José Ferreira de Sousa
Avós de Rosa Maria de Jesus
Bisavós de Maria Rita de Jesus
Terceiros Avós de Maria José de Cortona
Quartos Avós de Afonso Júlio de Miranda
Quintos Avós de Honorina Pereira Nunes de Miranda
Sextos Avós de Joaquim Vieira Ferreira Netto
Sétimos Avós de José Bento Vieira Ferreira
Oitavos Avós de Anamaria Nunes Vieira Ferreira

1. CARLOS FERREIRA DE SOUSA. Nascido por volta de 1720, em Portugal.

Casado com ROSA DE AZEVEDO.

Filha de Manoel Afonso de Sousa e Maria de Azevedo.

Torre do Tombo:
Os habilitantes pretendem receber, os primeiros como herdeiros de sua mãe, avó e tia, o último como herdeiro de sua mulher, os legados que lhes haviam sido deixados por seu irmão, tio materno e cunhado dos habilitantes, Manuel dos Santos e Sousa, filho de Manuel Afonso de Sousa e de Maria de Azevedo, natural de Louredo e falecido em Piauí em 1758. Amarante.
Escrivão Francisco da Silva Braga

Foram Pais de:

1.1 Francisco José Ferreira de Sousa, que segue.

1.2 Jacinto José Ferreira de Azevedo. Natural de Louredo, freguesia de São Salvador do Monte, Gouveia, Penafiel.

1.3 Maria Teresa de Sousa. Natural de Louredo, freguesia de São Salvador do Monte, Gouveia, Penafiel.

1.4 Rosa de Azevedo. Natural de Louredo, freguesia de São Salvador do Monte, Gouveia, Penafiel. Em 1796 já era viúva de Manuel Mendes. Com Geração.

2. FRANCISCO JOSÉ FERREIRA DE SOUSA. Tenente Coronel. Nascido por volta de 1740, em São Salvador do Monte, Comarca de Guimarães, Bispado do Porto.

Francisco José Ferreira de Sousa e Dona Antonia Rita de Jesus Xavier deram origem a uma vasta descendência que se ligou aos Rodrigo Chaves, de Lagoa Dourada; aos Rezende, de Prados; e aos Magalhães.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende

Filho de Carlos Ferreira de Sousa e de Dona Rosa de Azevedo. Neto materno de Manoel Afonso de Sousa e de Maria de Azevedo.

Segundo Arthur Rezende, o Tenente Coronel Francisco José Ferreira de Sousa começou a vida como caixeiro do estabelecimento comercial do futuro cunhado, Padre Antonio, na subida do Morro da Forca.

Deixou Testamento com data de 14 de Abril de 1799.

Eu Francisco José Ferreira de Soiza abaixo assignado, casado com Antonia Rita de Jesus Xavier, actual morador que sou na minha fazenda do Piauhi, Aplicação de Santo Amaro, Freguezia da Real Villa de Queluz, Comarca do Rio das Mortes, filho legítimo de Carlos Ferreira de Soiza e de Rosa de Azevedo, natural e Baptisado na Freguesia de São Salvador do Monte, Comarca de Guimarães, Bispado do Porto. Que por quanto me concidero gravemente enfermo; porem com meu perfeito juízo, e entendimento. Temendo-me pois da morte, como Christão que sou, fasso o presente meu Testamento, dirigindo-me pelos dictames da minha ultima vontade, pella maneira seguinte: Declaro que sou casado com Antonia Rita de Jesus Xavier, de cujo Matrimônio tivemos e a prezente temos treze filhos a saber: Felícia, Francisca, Anna, Júlia, José, Francisco, Maria, Rosa, Antonia, Thereza, Manoel, Marianna e Josefa. Declaro que os bens que possuo moveis, semoventes e de Rais, são os que por minha morte se acharem, dos quais as duas partes pertecem aos preditos meus filhos, por serem meus herdeiros e por tais os instituo. Declaro que nomeio a minha mulher Antonia Rita de Jesus Xavier procuradora e administradora, tutora dos dittos meus filhos por conhecer nella o bom governo, zello e capacidade; e como tal a hei por abonada. Declaro que nomeio e instituo a minha mulher Antonia Rita de Jesus Xavier por minha testamenteira e herdeira da minha terça. Declaro que o meu corpo será amortalhado a eleição de minha testamenteira e herdeira conduzido a capella donde sou applicado. Declaro que as dispoziçoens do meu funeral serão feitas a eleição da minha testamenteira e herdeira; como também as mais dispoziçoens tendentes ao benefício de minha alma. E não será minha testamenteira obrigada a dar contas em Juizo ou fora delle; somente fará registrar este onde lhe parecer para melhor constarem as minhas dispoziçoens; e pois nem ainda a Respeito do Pio será obrigada a dar contas. E nesta ditta conformidade ei por findo, acabado o prezente meu testamento, que ora mandei escrever por José Alz Carreio, ao qual mando que se lhe dê inteiro credito e tenha toda força, e cumprimento de Justiça como dispoziçoens de minha propria vontade: derrogando outro qualquer testamento, cedula ou codicilo, que antes deste haja feito; porque so este meu presente testamento em que me assigno, e commigo o ditto meu amanuence quero, e mando que tenha toda força de Justiça. Piauhi, quatorze de Abril de mil settecentos e noventa e nove annos. Francisco José Ferreira de Soiza.

Abertura do Testamento
Eu que este testamento escrevi a rogo do sobredito testador, José Alz Carreio, para constar mandei aqui registrar este testamento, e ao depois o conferi, e achei conforme o original, que estava aprovado pello Tabelião Luiz de Sousa e Mello desta Villa de Queluz, e aberto por este mesmo em prezença do Juiz ordinario desta Villa de Queluz, o Capitão José Antonio da Silva Leão, e nelle estavão assignados o ditto Tabelião no fim da sua aprovação, e as testemunhas o Padre Vicente Ignacio da Silva, Felisberto Ignacio da Silva, Felisberto da Silva Gonçalves, Manoel da Costa Xavier, José Alves Carreio e o Testador Francisco José Ferreira de Sousa e me assignei. O Vigário Fortunato Gomes Carneiro.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende

Em final do Século XVIII, adquiriu um Sítio em Santo Amaro de Camapuã, arraial pertencente à antiga Vila Carijó, atual Conselheiro Lafaiete, estabelecido ali desde 1798, conforme documento da Ordem 3ª De Nossa Senhora do Carmo, de São João Del Rey. Prosperando ali, tornou-se Francisco José Ferreira de Sousa, abastado proprietário de vasta fazenda de Piauhy, sita no distrito do Arraial Velho, termo de Queluz, Minas Gerais.

Em 28 de Agosto de 1798, receberam ambos – ele e a mulher - o hábito de irmãos da Ordem 3ª de Nossa Senhora do Carmo, de São João del Rey - Livro III, páginas 278/280.

Casado em 1ª Núpcias, em 1769, com Dona ANTONIA RITA DE JESUS XAVIER, irmã caçula de Tiradentes.

No livro Engenho Velho dos Cataguás, de Climéia Rezende Jafet, que é a história romanceada da família Rezende (a vinda de João Resende Costa, a construção da fazenda, o casamento com a Ilhoa, etc.), há a narrativa do sofrimento das famílias Rezende e Xavier com o envolvimento e condenação de seus filhos e irmãos no episódio da Inconfidência Mineira.

Neste Capítulo, a autora conta que Rita, irmã de Tiradentes, mandou um escravo fiel roubar a cabeça do mártir, durante a madrugada, tendo enterrado-a nas terras de sua fazenda.
Isto com o único intuito de dar-lhe sepultura digna...
Acho interessante essa versão.

Adriana Rezende
Gen-Minas

Nascida em 1754. Batizada na Capela de Santa Rita, da Freguesia de São João Del Rey. Falecida em 25 de Fevereiro de 1813, em Queluz.

Pequena Biografia
É a mais moça dos irmãos, tendo nascido em 1754. Sua mãe falleceu no anno seguinte e seu pai em 1757. Foi creada por sua irmã, Dona Maria Victória, com quem viveu até aos 14 ou 15 annos, quando foi para a casa de seu irmão Padre Antonio, que tinha então, um estabelecimento commercial na subida do Morro da Forca, em São João Del Rey, e que a fez casar com seu caixeiro Francisco José Ferreira de Sousa, portuguez, natural de São Salvador do Monte, Comarca de Guimarães, Bispado do Porto, e filho legítimo de Carlos Ferreira de Sousa e Rosa de Azevedo. Mudando-se o Padre Antonio para Barbacena, o seu cunhado Francisco José Ferreira de Sousa, nos últimos annos do século XVIII, adquiriu um sítio em Santo Amaro de Camapuã, arraial pertencente à antiga Villa Carijós – Conselheiro Lafayette. Já se encontravam estabelecidos ali em 1798, pois que a 28 de Agosto desse anno receberam ambos o hábito de irmãos da Ordem 3a. de Nossa Senhora do Carmo, de São João Del Rey – Livro III, pág. 278/280. Prosperando ali, tornou-se Francisco José Ferreira de Sousa abastado proprietário da vasta fazenda de Piauhy, sito no districto do Arraial Velho, termo de Queluz, Minas. A este casal, pela numerosa proliferação de seus filhos, é que se deve o maior ramo da árvore genealógica de Tiradentes.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende

Filha de Domingos da Silva dos Santos e Antonia da Encarnação Xavier. Neta paterna de André da Silva e Mariana da Mata. Neta materna de Domingos Xavier Fernandes e Maria de Oliveira Colaço.

Bisneta materna de Domingos Rodrigues e Catarina Fernandes. De Antonio de Oliveira Setubal e Isabel de Oliveira Colaço. Terceira neta materna de João Fernandes e Esperança Fernam. De Hieronimo Setubal e Brazia de Oliveira. De Antonio de Oliveira Gago e Ana da Cunha.Quarta neta materna de Martinho de Oliveira Gago e Catarina Pereira Sardinha. De Antonio da Cunha e Paula Gonçalves. Quinta neta materna de Pedro Colaço e Juliana de Oliveira. De Manuel da Cunha e Catarina Pinto. Sexta neta materna de Pedro Colaço, o Velho, e Brígida Machado. De Manuel de Oliveira Gago, o Velho, e Felipa da Mota. De Salvador Teixeira da Cunha e Maria Mendes. Sétima neta materna de Ruy Dias Machado e Cecília Rodrigues. Antonio de Oliveira e Genebra Gago. De Vasco Pires da Motta e Felipa Gomes da Costa. Oitava neta materna de Aniceto Vaz da Motta e Felipa de Sá. De Estevão da Costa e Isabel Lopes de Sousa. Nona neta materna de Martim Afonso de Sousa.

Era afilhada de sua prima Dona Anna Maria de Jesus, nascida em 1774, no Sítio do Pombal, filha de Dona Maria Victória da Silva Xavier e do Alferes Domingos Gonçalves de Carvalho (“Vital Brazil Mineiro de Campanha”- Lael Vital Brazil)
Deixou Testamento com data de 1818.

Eu, Antonia Rita de Jesus, filha legítima de Domingos da Silva Santos e de Antonia da Encarnação Xavier, natural e baptisada na Capella de Santa Rita, da freguezia de São João D´El Rey estando gravemente enferma mas em meu perfeito juizo e temendo da morte fasso este meu testamento na forma seguinte: Primeiramente, encommendo a minha alma a Deus que a creou e pesso à Virgem nossa Sra. Seja minha intercessora na ora de minha morte. Declaro que fui casada com Francisco José Ferreira de Soiza, de cujo matrimônio tivemos treze filhos que existem a saber: Felícia, casada com o Capm. José Fra., Francisca Maria de Jesus, casada com Joaquim José de Andrade; Anna Thereza de Jesus, casada com Joaqm da Costa Guimaraens; Júlia Maria de Jesus casada com Antonio José Machado; Rosa Maria de Jesus, casada com Joaqm. Roiz Xaves; Maria Josefa de Jesus casada com José Roiz Xaves, Antonia Rita de Jesus casada com Eduardo Francisco de Affonseca; Thereza Maria de Jesus casada com Manoel Roiz Xaves, Maria Anna de Jesus, casada com Antonio Machado de Miranda; Josefa Maria de Jesus, solteira, José Fra. de Sousa, Francisco Fera.; Manoel F. de Soiza, os quaes são meus legítimos herdeiros. Instituo por meus testamenteiros, em primeiro lugar, a meu filho José Fra. de Soiza, em segundo lugar a meu filho Francisco José Fera. de Soiza, em terceiro lugar a meu genro Joaqm. José de Andrade, aos quaes pesso muito de favor queirão ser meus testamenteiros e cumprir tudo que contem neste meu testamento. E os encarrego, e os constituo meos Procuradores e Administradores dos meos bens, e decho de premio, ao que acceitar esta minha testamentaria duzentos mil reis. Declaro que o meu corpo será involto no habito da Sra. Do Monte do Carmo, de quem sou indigna irmã e enterrado na Capella de S. Amaro, de onde sou applicada e acompanhado à sepultura por oito clerigos, e me dirá cada um missa de corpo presente e hum officio rezado, no dia do meu enterro meu testamenteiro repartirá dezesseis oitavas pelos pobres daquelle lugar, q´se acharem nesse dia mais próximos, de cuja disposição dará contas em juízo baste som.te porém sem juramento, sem q´seja necessario mais documento. Declaro que todos os meos filhos e filhas casadas estão inteirados de suas legitimas Paternas, e que só a solteira, q´se acha em minha compa. nada tem recebido para essa conta. Declaro q´devo a meu genro Joaqm. Roiz cincoenta mil rs. q´o fallecido meu marido deichou a mer. do do. q´meu testamenteiro pagará do monte, e devo mais ao do. centro e cincoenta mil rs. de trato que fiz com elle pa. Se effectuar o casamento delle com minha filha, e estes serão pagos de minha tersa. Declaro q´meu testamenteiro dará mais da minha tersa cem mil reis a Manoel Roiz Xaves, q´também lhe devo de trato q´com elle fiz para se effectuar o casamento da minha filha com elle. Declaro que devo a meu genro Antonio José Machado cincoenta mil reis que deichou meu marido a sua filha mer. do do. Dará mais a meus genro José Fra. da Silva cincoenta mil reis q´lhe deixou o falecido meu marido a sua filha Anna Rita e como esta faleceu pertense a seu pai. Declaro que eu justei aos cincos filhos para administrarem e zelarem os negocios da minha casa e si achão pagos e que attendendo terem também suas criações nas quaes cuidarão lhe paguei porçoens, attendendo a isso mesmo, e por isso nada tem os mais herdeiros que averiguarem sobre isso. Declaro que se achão arranxados nesta minha fazenda quatro herdeiros aos quaes dei faculdade para arranxarem, plantarem e criarem, por ser a fazenda minha, e por isso nenhum dos herdeiros que se achão fora poderão haver debulhos. Declaro que devo a terra Santa e a irmandade da Sra. do Carmo, o que constar dos livros da irmandade, que se pagarão do monte dos meos bens, assim como todas as mais dívidas que apparecerem. Declaro que tenho huma escrava parda de nome Maria da Conceição, a qual deicho forra, e liberta, e meu testamenteiro lhe passara a carta de alforria. Declaro que meu testamenteiro mandará dizer pela minha alma cem missas a saber cincoenta em altar previlegiado e as outras cincoenta em outro qualquer altar vinte e cinco mais pelas almas de meos pais. Outras vinte e cinco pelas almas do purgatório. Outras vinte e cinco pelas almas de meos escravos defuntos. Dezesseis pelas almas de todas as minhas “Obrigaçoens”. Meu testamenteiro dará de esmola para ajuda dos necessidades da minha capela de S. Amaro, trinta mil reis. Declaro que devo a ordem da Sra. do Monte do Carmo de S. João cincoenta mil reis e cincoenta mil reis a Capella do S. Amaro q´lhe deichou o falecido meu marido q´se pagarão dos bens deste monte. Declaro que depois de cumpridas as minhas determinaçõns do resto que ficar da minha tersa deicho por herdeira a minha filha Josefa Maria de Jesus. Nesta forma hei por findo e acabado este meu testamento, e disposição da última vontade e pesso as Justiças de Sua Magestade lhe dê toda a forsa e vigor e se para sua validade, faltar alguma clausula em direito necessaria as dou aqui por declarada como d´ella fizesse especial menção. Fazenda do Piauhy, 20 de Fevereiro de 1813. Declaro que por não saber escrever pedi aos Alfs. João Ferra. de Oliveira q´este por mim fizesse e asignasse em meu logar. Asigno a rogo de Antonia Rita de Jesus Xavier, por não saber escrever. João Ferreira de Oliveira. Declaro que meu filho José Fra. me tem servido de encosto e que tratou dos negocios da minha casa, administrando assim os servissos de roça, lavras, criaçoens como mesmo dos valos, era o que justava e cobrava e me trazia os dinheiros e sempre com inteireza de contas e finalmente é o que me ajudava a aumentar e conservar as minhas possessoens, nestes termos não deve ser perturbado pelos mais herdeiros sobre uma pequena porção que lhe paguei e algum aumento de suas criaçoens que criou na minha fazenda por meu consentimento, e faço esta declaração para constar e por não saber escrever pedi ao Alfs. João Ferra. Oliveira asinar em meo lugar. Asigno a rogo de D. Antonia Rita de Jesus Xavier, por não saber escrever. João Ferra. de Oliveira.

Termo de Aprovação
Datado de 24 de Fevereiro de 1813, assignado pelo tabellião Luiz de Sousa Mello, tendo assignado a rogo da testadora o cidadão José de Moraes Borges.

Abertura do Testamento
Aos vinte e cinco dias do mez de Fevereiro de mil oitocentos e treze annos nesta Real Villa de Queluz, Minas, e Comarca do Rio das Mortes em casa de Januário Maciel de Almeida cidadam Juiz ordinario atual em alsada no Civel e Crime nesta sobredita “Villa” e seo Termo por eleiçam na forma da lei o prezente anno ahi por elle dito Juiz foi aberto este testamento com que faleceu Dona Antonia Rita de Jesus Xavier, cozido e lacrado na forma do sobescrito sem coiza que duvida fassa, aprovado por mim “Tabelliam” adeante nomeiado e asinado de que para constar lavro este termo que asina o dito Juiz e eu Luiz de Sousa Mello que o escrevi. Almeida, Luiz de Sousa Mello.

Transcrito por Edriana Nolasco
A meu pedido

Como tantas outras avós – mineiras e paulistas, principalmente - Dona Antonia Rita de Jesus Xavier era analfabeta.

A notícia a seguir é surpreendente para nós: Foi Dona Antonia Rita proprietária do Engenho Boa Vista e, antes dela, o seu avô Domingos Xavier Fernandes, engenho que, ainda hoje, está em mãos da família Chaves:

Há pelo menos 250 anos funciona em Coronel Xavier Chaves o mais antigo engenho de cana-de-açúcar do Brasil – que ainda mantém a roda d’água para moer a cana no alambique. Mantido por descendentes da família de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, o engenho Boa Vista resistiu à Coroa portuguesa e à engenharia genética para se manter como está.

O engenho foi citado oficialmente numa escritura pela primeira vez em 1755. Mas já funcionava antes, clandestinamente. Era do avô de Tiradentes, Domingos Xavier Fernandes. A receita da cachaça é de quando mandava nele Antônia Rita Xavier, irmã do inconfidente e bisavó do coronel que deu nome ao município.

Alguns segredos de sua qualidade são revelados por Nando Chaves, da sétima geração da família a cuidar do Boa Vista. A levedura da cana plantada na usina é um deles (quando chegaram sementes geneticamente modificadas na região, o Boa Vista manteve suas mudas). Outro é o seu baixo “teor furfural”, jargão que significa que ela não dá ressaca. “Se alguém fica de ressaca, não é por nossa cachaça. É por causa do tira-gosto, porque gordura dá dor de cabeça”, avisa Nando.

http://www.jornaldepiracicaba.com.br/news.php?news_id=48762

Foram Pais de:
2.1 Felícia Josefa de Sousa. Nascida em Santo Amaro de Camapuã, município de Queluz. Recebeu o Hábito de Irmã da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, em São João del Rey, em 10 de Novembro de 1799. Casada com o Capitão José Ferreira Fayão. Pequena Biografia: O Capitão José Ferreira Fayão, depois de viúvo, ordenou-se padre no Seminário de Mariana. Conta-se que o padre, já bastante velho, deserdou os filhos, em seu testamento, deixando ao abandono uma fazenda que possuía, junto ao Ribeirão Elvas, entre São José Del Rei e Barbacena. (Genealogia Mineira - Arthur Rezende) Com Geração.

2.2 Francisca Maria de Jesus. Declara Dona Antonia Rita de Jesus em seu testamento que sua filha Francisca se achava casada com Joaquim José de Andrade, seu 3º Testamenteiro. Foi contemplada com 50$000 no testamento de seu tio e padrinho Padre Antonio. Casada, em 12 de Maio de 1798, de manhã, na Ermida de Nossa Senhora do Cortume, filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, da Vila Real de Queluz, com Joaquim José de Andrade, filho do Capitão João Chrysostomo de Magalhães e de Dona Bárbara Dias, Meus 7º Avós. Foi celebrante o Padre Vicente Antonio da Silva e testemunhas o Padre Antonio da Silva Santos, tio da nubente e Antonio José Machado, seu cunhado. Com Geração.

2.3 Ana Teresa de Jesus. Nascida em 28 de Novembro de 1774. Batizada em 18 de Janeiro de 1775 pelo Capelão Vicente Ignácio da Silva, na Capela de Santo Amaro, filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Campo dos Carijós, sendo padrinhos João de Moura e Dona Anna de Assumpção Xavier, filha do Capitão Bernardo Rodrigues Dantas, da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Prados. Em seu testamento de 20 de Fevereiro de 1813, Dona Antonia Rita diz que sua filha Anna Thereza de Jesus estava casada com Joaquim da Costa Guimarães. Casada, em 21 de Novembro de 1803, na Ermida de Nossa Senhora da Esperança do Cortume, filial da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Queluz, com Joaquim da Costa Guimarães. Certidão de Casamento: Aos 21 do mês de Novembro de 1803, na Ermida de Nossa Senhora da Esperança do Cortume, filial da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Queluz, presentes as testemunhas Capitão Manoel Pereira Brandão, José Ferreira de Sousa e o Padre João Ferreira de Castro, se receberam em matrimônio Dona Anna Thereza de Jesus e Joaquim da Costa Guimarães, filho de Jerônymo da Costa Guimarães e de Dona Damianna de São José. (Genealogia Mineira – Arthur Rezende)

2.4 Júlia Maria de Jesus. Nascida em 25 de Agosto de 1776, foi batizada em 11 de Dezembro. Casada com Antonio José Machado, na Ermida de Nossa Senhora da Esperança e Santo Antonio do Cortume da Aplicação de Santo Amaro, sendo celebrante o Padre Vicente Ignácio da Silva e padrinhos José da Silva dos Santos e Dona Antonia Tavares, mulher de José Tavares de Mello. Pequena Biografia: Antonio José Machado era residente em Bambuhy, filho do Capitão João Chrisostomo de Magalhães, português, e Dona Bárbara Maria Dias, Meus 7º Avós, natural de Guaratinguetá, Bispado de São Paulo. Com Geração.

2.5 Rosa Maria de Jesus, que segue.

2.6 Maria Josefa de Jesus Xavier. Nascida em Lagoa Dourada, em 26 de Maio de 1781. Falecida em 25 de Abril de 1837. Registro de Batismo: Batizada em 18 de Junho de 1781 na Ermida de Nossa Senhora da Esperança de Santo Antonio do Cortume, sendo padrinhos o Capitão Manoel José Corrêa e Dona Joaquina, filha do Capitão João Chrisostómo. Casada, em 9 de Junho de 1809, na Ermida de Nossa Senhora do Cortume, filial da Matriz de Queluz, com o seu concunhado Capitão José Rodrigues Chaves, nascido e batizado na Capela de Santa Ana do Barroso, filial da Matriz da Vila de Barbacena, em 1782, filho do Capitão André Rodrigues Chaves e de Dona Gertrudes Joaquina da Silva, Meus 6º e 7º Avós. Pequena Biografia: O Capitão José Rodrigues Chaves foi fundador da Fazenda Laranjeiras, em Lagoa Dourada. Seu testamento feito em 15 de Julho de 1828, foi aprovado em 17 do mesmo mês, sendo aberto em 8 de Setembro de 1828. O testamenteiro foi seu filho João Rodrigues Chaves. O Capitão José Rodrigues Chaves faleceu em sua fazenda em 17 de Setembro de 1828. Com Geração.

2.7 Antonia Rita de Jesus. Nascida em 12 de Abril de 1788. Batizada em 20 de Maio na Capela de Santo Antonio do Paraopeba, sendo padrinhos Agostinho Gonçalves de Sousa e Dona Joaquina de Proença Lara, mulher do seu tio Capitão José da Silva Santos. Falecida em 31 de Julho de 1870, conforme se vê nos autos do seu inventário no Cartório de Órphãos da Comarca de Queluz. Testamento: Com data de 30 de Janeiro de 1864. Eu, Antonia Rita de Jesus Xavier, estando em meu perfeito juízo e enferma, quero fazer o meu testamento. Sou catholica romana; nesta fé quero viver e morrer. Fui filha legítima de Francisco José Ferreira de Sousa e Dona Antonia Rita de Jesus Xavier. Fui casada com Eduardo Ferreira da Fonseca de quem tive oito filhos: Maria Magdalena de Jesus, Joaquim Ferreira da Fonseca, Maria Antonia de Jesus, João Ferreira da Fonseca, José Ferreira da Fonseca, Maria do Carmo de Jesus, Maria Rita de Jesus, aos quaes instituo meus herdeiros. Estou casada com Manoel Rodrigues Chaves. Instituo meu testamenteiro em primeiro logar a Manoel Rodrigues Chaves, em segundo a José Ferreira da Fonseca e em terceiro a meu filho João Ferreira da Fonseca e a aquelle que acceitar deixo duzentos mil réis de premio. Meu corpo será acompanhado por meu Parocho. Deixo cem missas, cincoenta por minha alma e vinte e cinco pela alma de meu pae e vinte e cinco pela alma de minha mãe. Deixo vinte pelas almas de meus escravos. Deixo minha escrava Maria Rita para meu filho José Ferreira da Fonseca. Deixo Maria da Cruz para meu filho João Ferreira da Fonseca. Deixo para minha filha Maria Magdalena, a Maria da Glória, criola. Deixa para minha filha Maria Rita, a criola Margarida. Deixo para minha filha Maria Antonia a Maria dos Anjos. Deixo para minha filha Maria Joaquina o Epiphanio. Deixo o criolinho Tobias para meu filho Joaquim Ferreira da Fonseca. Deixo para a Matriz de Santo Amaro duzentos mil réis. Para a Parochia de Santo Antonio da Lagoa Dourada deixo duzentos mil réis. Deixo para a Capella do Senhor do Bom Jesus da Lagoa Dourada, cincoenta mil réis. Meu testamenteiro distribuirá pelos pobres mais necessitados quarenta mil réis. Deixo o restante da minha terça a meu marido Manoel Rodrigues Chaves, tendo o uso e o fruto dos restantes e por sua morte serão repartidos por seus herdeiros em egualdade. Deixo meu rosario de ouro grande para minha filha Maria Rita. Um cordão de ouro grande a minha neta Maria Cornélia; e nesta forma hei por findo meu testamento e peço as Justiças de Sua Magestade Imperial de o terem por firme e valioso e por não saber escrever pedi e roguei ao Padre Antonio José Ferreira que o fizesse e assignasse por mim. Inventário: Iniciado em 17 de Setembro de 1870 a requerimento do viúvo inventariante Tenente Coronel Manoel Rodrigues Chaves. Casada, em 1ª Núpcias, em 1 de Junho de 1807, com o Capitão Eduardo Ferreira da Fonseca, na Ermida de Nossa Senhora da Conceição do Cortume, filial da Matriz de Queluz, filho do Capitão José Ferreira da Fonseca e de Dona Anna Jacinta da Conceição, natural da Freguesia de Prados, onde foi batizada. Com Geração. Dona Antonia Rita de Jesus foi casada, em 2ª Núpcias, com o seu cunhado Tenente Coronel Manoel Rodrigues Chaves, viúvo de sua irmã Dona Thereza de Jesus Xavier, sem Geração.

2.8 Tereza Maria de Jesus Xavier. Nascida em 5 de Dezembro de 1790. Em caso urgente, foi batizada em casa, no mesmo dia do nascimento pelo Padre Joaquim da Costa Neves. Em 2 de Janeiro de 1791, na Capela de Santo Amaro, filial da Matriz da Real Vila de Queluz, o Capelão Vicente Ignácio da Silva lhe pôs os Santos Óleos. Falecida em 16 de Setembro de 1849. Atestado de Óbito: Aos desasetti de Septembro de miloitocentos e quarenta e nove sepultou-se dentro desta Matriz Dona Thereza Marai de Jesus, de cincoenta e oito annos de idade, mulher do Coronel Manoel Rodrigues Chaves, que falleceo no dia antecedente com todos os Sacramentos de infermidade interna, com acompanhamento, e por mim encommendada com solemnidade e asi estivarõ em seo funeral dez sacerdotes. E fes o seo Testtamento da maneira seguinte. Testamento: Com data de 5 de Abril de 1849. Eu Thereza Maria de Jesus, natural e baptisada na Freguezia de Lagoa Dourada, filha legítima do Capitão Francisco José Ferreira de Sousa e de Dona Antonia Rita de Jesus, já fallecidos, achando-me inferma, mas em meo perfeito juízo, e temendo-me damorte ordeno meo testamento na forma seguinte. Encommendo minha alma a Deus meo Creador, e lhe rogo a receber em sua Misericórdia. Sou casada com Manoel Rodrigues Chaves, de cujo Matrimônio tivemos os Filhos seguintes: Antonio Rodrigues, casado com Maria Antonia; Francisco Rodrigues, casado com Maria Rita; Manoel Rodrigues, casado com Maria Joaquina; André Rodrigues, casado com Anna Carolina; Cypriano Rodrigues, casado com Maria Magdalena; Maria Thereza, casada com José Ferreira; Gertrudes Maria casada com João Ferreira; Valetina Rodrigues, Geraldo Rodrigues, Estevão Rodrigues e Pedro Rodrigues, casado com Maria Carolina. Serei sepultada dentro da Matriz e ao pé do Altar da Senhora do Monte do Carmo, e se dirão Missas de corpo presente, e o funeral a Elleição de meo Testamenteiro, que mandará diser pelos Sacerdotes que me acompanharem a cada hum delles hum oitaviario de Missas por minha Alma, e se repartirão pelos pobres quarenta mil reis sendo a esmolla conforme a necessidade de cada hum a elleição de meo Testamenteiro. Nomeio meos Testamenteiros em primeiro logar a meo marido Manoel Rodrigues Chaves em segundo a meo Filho Francisco Rodrigues Chaves, e em terceiro a meo Filho Manoel Rodrigues Chaves, e lhes rogo sejão meus Testamenteiros bemfeitores, e procuradores, succendendo hum ao outro, e tem de premio o que aceitar esta minha Testamentária duzentos mil reis, e quatro annos para a conta em juízo e se for preciso por qualquer motivo dará contas em seis annos, e a todos os hei approvados. Se dirão cem Missas por minha Alma, e vinte e sinco pelas Almas de meos Pais, e de meo Sogro e de minha Sogra, vinte e sinco Missas por tenção de todas as pessoas, com quem tive negócios, vivos e fallecidos, e vinte Missas por Alma do fallecido Vigário Antonio Rodrigues Chaves, dez Missas pelas Almas de meos Escravos fallecidos. Deixo a meo Filho Francisco Rodrigues duzentos mil reis, a minha filha Maria Tereza duzentos mil reis, a meo Filho Valentim duzentos mil reis, e cem mil reis a cada hum dos outros filhos, a minha afilhada Anna Tereza, que vive em minha companhia cem mil réis, a Gomes Augusto e a Pedro Augusto a cada hum sincoenta mil reis, a minha Escrava Felícia doze mil reis. Deixo para a Matriz de Sancto Antonio desta Freguezia sincoenta mil reis. Feita a terça na minha parte, com ella se cumprirão minhas disposições, e do restante instituo Erdeiro a meo marido, e primeiro Testamenteiro, e rogo as Justiças Nacionaes o fassão cumprir, e o guardar por esta ser minha ultima vontade, e roguei ao Vigário Francisco José Ferreira que escrevesse este meo Testamento, que o fez conforme eo o dictei e me o assignei. Lagoa Dourada, 25 de Agosto de 1849. Assignou-se a Testadora Dona Thereza Maria de Jesus e segue-se a Aprovação do Escrivão Manoel Simoens de Oliveira, e as sinco Testemunhas que por não ser necessário não copio aqui. Lagoa Dourada, 5 de Abril de 1849. O Vigário Francisco José Ferreira. Casada em 8 de Setembro de 1811, na Ermida do Cortume, filial da Matriz de Queluz, com o Tenente Coronel Manoel Rodrigues Chaves, nascido em 15 de Abril de 1785 e falecido em 23 de Abril de 1877, filho do Capitão André Rodrigues Chaves e de Dona Gertrudes Joaquina da Silva, residentes em Lagoa Dourada, Meus 6º e 7º Avós. Com Geração.

2.9 Mariana de Jesus Xavier. Nascida em 8 de Fevereiro de 1797. Batizada na Capela de Santo Amaro em 19 do mesmo mês, pelo Capelão Vicente Ignácio da Silva, sendo padrinhos José Ferreira de Sousa e Dona Anna Thereza de Jesus. Casada com Antonio Machado de Miranda Junior, filho de Antonio Machado de Miranda e de Dona Anna Joaquina de Rezende. Com Geração. (Descendência de Dona Mariana de Jesus Xavier gentilmente cedida por Virgínia de Magalhães)

2.10 Josefa Maria de Jesus. Batizada em 4 de Junho de 1798 na Capela de Santo Amaro, filial da Matriz de Queluz, pelo Padre Vicente Ignácio da Silva, sendo padrinhos Antonio José Machado e sua mulher. Falecida antes de 1870. Quando sua mãe faleceu, Dona Josefa era solteira e foi instituída herdeira da terça. Casada com o Capitão José Antonio da Silva Rezende. Pequena Biografia: Um dos chefes da Revolução de 1842 e que, em Queluz, enfrentou as tropas de Caxias, sendo o principal herói do combate de Santa Luzia, no dizer do Cônego Marinho, que foi o historiador do “Movimento Revolucionário que teve lugar na Província de Minas Geraes no anno de 1842”. (Genealogia Mineira - Arthur Rezende) Com Geração.

2.11 José Ferreira de Sousa. Capitão. Nascido em 18 de Outubro de 1778. Batizado em 19 de Janeiro de 1779, na Ermida de Nossa Senhora da Esperança e Santo Antonio do Cortume, Aplicação de Santo Amaro, filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição dos Campos dos Carijós, sendo padrinhos José Rodrigues Chaves e Dona Francisca Angélica. Foi o 1º testamenteiro de sua mãe. Casado com Dona Vicência Gertrudes Joaquina da Silva, filha do Capitão André Rodrigues Chaves e de Dona Gertrudes Joaquina da Silva, Meus 6º e 7º Avós. Com Geração.

2.12 Francisco José Ferreira de Sousa Jr. Nascido em 1785. 2º Testamenteiro de sua Mãe. Casado com Dona Constança Umbelina de Magalhães, filha do Alferes Antonio José de Magalhães, de Bambuí, filho do Coronel José Antonio de Magalhães e de Dona Valentina Thereza de Jesus, Meus 6º Avós. Moradores em Bambuhy. Com Geração.

2.13 Manoel Ferreira de Sousa. Povoador do Sertão da Prata. Nascido em 1792, na Fazenda Piauí, em Queluz, Município de Casa Grande, Minas Gerais. Faleceu em 1833, no Bebedouro Grande, no Sertão do Rio do Prata. Seu nome consta do Testamento de sua mãe. Arthur Rezende não obteve mais informações sobre ele. Casado com Dona Maria Miranda e Silva, nascida em 1796, em Lagoa Dourada, filha do Capitão José de Miranda Ramalho e de Dona Maria Rodrigues da Silva, Meus 5ºAvós.
O Capitão Francisco José Ferreira de Sousa casou-se em 2ª Núpcias com Dona Maria Jacinta de Camargos.

Foram Pais de:

2.14 Luis Ferreira Camargos. Casado, em 1ª Núpcias com Dona Maria Leopoldina, filha de Valentim Rodrigues Chaves.

2.15 Joaquim Ferreira Camargos.

2.16 José Ferreira de Sousa Camargos. Capitão. Com Geração.

3. ROSA MARIA DE JESUS casada com o Capitão JOAQUIM RODRIGUES CHAVES, Patriarcas da 2ª Geração da Família Rodrigues Chaves.

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