Descendente dos Pais de Tiradentes

Sobrinha-neta do Barão de São Carlos, do Barão do Rio do Ouro e da Baronesa de Santo Antonio

Batizada em 18 de Outubro de 1876, na Paróquia de São Pedro de Alcântara, do Rolcharia, termo de Juiz de Fora. Falecida em 24 de Julho de 1977, no Largo dos Leões, no Humaitá, Rio de Janeiro.

Filha do Fazendeiro Affonso Júlio de Miranda e Innocência Pereira Nunes. Neta paterna de Antonio José de Miranda e Maria José de Cortona. Neta materna de Vitório Pereira Nunes e Maria Vitória da Rocha.

Bisneta paterna do Capitão José de Miranda Ramalho e Maria Rodrigues da Silva. De José Antonio de Magalhães e Maria Rita de Jesus Xavier. Bisneta materna de Inácio Pereira Nunes e de Dona Leocádia Vasconcellos de Araújo. Terceira neta paterna de João de Miranda Ramalho e Maria Teixeira de Carvalho. De André Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva. De José Antonio de Andrade e Valentina Tereza de Jesus. De Joaquim Rodrigues Chaves e Rosa Maria de Jesus. Terceira neta materna de Antonio Nunes da Silva e Ana Pereira. De Bento Borges de Araújo e Maria Joaquina de Vasconcellos Quarta neta paterna de Manoel Antonio e Ana Gonçalves de Miranda. De Domingos Teixeira de Carvalho e Luiza Costa Ferreira. De Domingos Chaves e Maria Rodrigues. De Thomaz da Silva e Valentina de Mattos. De João Crisóstomo de Magalhães e Bárbara Maria Dias. De André Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva. De Francisco Ferreira de Sousa e Antonia Rita de Jesus Xavier. Quinta neta paterna de Antonio de Carvalho e Maria Teixeira. De João Costa Ferreira e Domingas Teresa. De Domingos Álvares e... De José de Torres e Teresa da Silva. De Miguel Barbosa e Ursula Mendes. De João... De Magalhães e Ana Maria de Andrade. De Mathias Álvares Negrão e Maria de Marins do Prado. De Domingos Chaves e Maria Rodrigues. De Thomaz da Silva e Valentina de Mattos. De Carlos Ferreira de Sousa e Rosa de Azevedo. De Domingos da Silva dos Santos e Antonia da Encarnação Xavier. Sexta neta paterna de Manoel Soares e Inês Arouche. De Antonio de Matos e Maria Costa. De Manoel Mendes de Souza e Páscoa da Silva. De Domingos Álvares e... De José de Torres e Teresa da Silva. De Miguel Barbosa e Ursula Mendes. De Manuel Afonso de Sousa e Maria de Azevedo. De André da Silva e Mariana da Matta. De Domingos Xavier Fernandes e Maria de Oliveira Colaço. Sétima neta paterna de Domingos Cabral de Sousa e Ursula Mendes, a Velha. De Fernando Rocha e Antonia Corrêa. De Manoel Soares e Inês Arouche. De Antonio de Matos e Maria Costa. De Manuel Mendes de Sousa e Páscoa da Silva. De Domingos Rodrigues e Catarina Fernandes. De Antonio de Oliveira Setubal e Isabel de Oliveira Colaço. Oitava neta paterna de Manoel de Sousa e Maria Cabral de Melo. De Domingos Cabral de Sousa e Ursula Mendes, a Velha. De Fernando Rocha e Antonia Correa. De João Fernandes e Esperança Fernam. De Hieronimo Setubal e Brazia de Oliveira. De Antonio de Oliveira Gago e Ana da Cunha. Nona neta paterna de Fernando Cabral de Melo e Sebastiana Cabral. De Manuel de Sousa e Maria Cabral de Melo. De Martinho de Oliveira Gago e Catarina Pereira Sardinha. De Antonio da Cunha e Paula Gonçalves. Décima neta paterna de Gonçalo Carvalho da Câmara e Helena Fernandes de Melo. De Aleixo Manuel, o Moço, e Isabel Cabral. De Fernando Cabral de Melo e Sebastiana Cabral. De Pedro Colaço e Juliana de Oliveira. De Manuel da Cunha e Catarina Pinto. Décima primeira neta paterna de Aleixo Manuel Albernaz e Francisca da Costa Homem. De Gonçalo Carvalho da Câmara e Helena Fernandes de Melo. De Aleixo Manuel, o Moço, e Isabel Cabral. De Salvador Teixeira da Cunha e Maria Mendes. De Pedro Colaço, o Velho, e Brígida Machado, a Velha. De Manuel de Oliveira Gago, o Velho, e Felipa da Mota. Décima segunda neta paterna de Aleixo Manuel Albernaz e Francisca da Costa Homem. De Fuão Albernaz e... Faria. De Jordão Homem da Costa e Apolônia Domingues. De Rui Dias Machado e Cecília Rodrigues. De Antonio de Oliveira e Genebra Gago. De Vasco Pires de Mota e Felipa Gomes da Costa. Décima terceira neta paterna de Jordão Homem da Costa e Apolônia Domingues. De Fuão Albernaz e... Faria. De Aniceto Vaz da Mota e Felipa de Sá. De Estevão da Costa e Isabel Lopes de Sousa. Décima quarta neta paterna de Martim Afonso de Sousa.

O ROMANCE
Ele era Promotor de Justiça em Itaperuna, para onde Honorina viajava de tempos em tempos pra ficar com a madrinha.

“Ele passava a cavalo e via vovó na janela. Apaixonaram-se”. (Antonieta Inocência Vieira Ferreira Morpurgo)

Quando Honorina voltou para casa, em Paraíba do Sul, Fernando Luis lhe dedicou esses versos:

PRECE
A Mlle...

Partes... Não sabes que saudade immensa
Vem augmentar o meu isolamento:
É noite, minha amiga, e a treva é densa
Sem um astro siquer no firmamento.

Surge, meu sol, surge outra vez e pensa
Que si tiveres um regresso lento,
Breve sentindo o vácuo da descrença,
Minha alma tombará no desalento.

Não voltas mais... Oh dor, oh desespero!
Porque se eclypsa a luz de teu semblante
Subitamente assim?

O meu destino é mais feroz que Nero,
Estou cego, meu Deus! Sem norte, errante,
O que será de mim?

Fernando Ferreira
Itaperuna, 16 de Agosto de 1894.

A poesia, por certo, comoveu Honorina que aceitou o seu pedido de casamento:

“O noivado não durou muito. Eles se conheceram e se casaram em dois meses”. (Lilia Barcellos)

O que se confirma pelo confronto das datas da poesia e do casamento: 16 de Agosto e 8 de Novembro... Exatos 2 meses e 22 dias!

VIDA EM FAMÍLIA
Pelas fotos dos passeios, acreditamos que tenham tido uma vida feliz e cheia de emoções. Paixão que se prolongou por toda a vida, considerando-se as cartas desesperadas de Honorina quando, já casada, foi obrigada a viver longe dele, então Juiz no Acre.

AS BODAS DE OURO
Em 8 de Novembro de 1944 comemoram as Bodas de Ouro, reunindo a família na Moreira César.

CARTA DA MADRINHA
Era afilhada de Dona Eliza Dutra de Rezende, mulher de Jayme Vieira de Rezende.

Pequena Biografia
Jayme Vieira de Rezende. Nasceu na Fazenda do Rochedo, município de Cataguazes, em 30 de abril de 1886; casou-se em 13 de fevereiro de 1885, com sua prima D. Elisa Dutra de Rezende, filha de seus tios Antonio Vieira da Silva Rezende e de D. Carlota Dutra de Rezende, então proprietários da Fazenda Itaguassu, no actual município de Mirahy. Educado no tradicional “Colégio do Caraça”, foi fazendeiro nos Estados de Minas e Rio de Janeiro e comerciante no Espírito Santo. Jayme Vieira de Rezende é nome de Rua e Avenida no Espírito Santo. Faleceu em Vitória, em 15 de Setembro de 1913, deixando viúva e os seguintes filhos: 1- Mercedes Rezende, nascida em 16 de Março de 1891. Casada com Paulo Pacheco, em 15 de fevereiro de 1912. 2- Hermano Vieira de Rezende, nascido em 17 de Abril de 1894. Casado com Dona Leonarda Moreira, em 27 de maio de 1919. 3- Osmane Vieira de Rezende, nascido em 27 de dezembro de 1900. 4- Flora Rezende de Oliveira, nascida em 26 de Maio de 1902. Casada com Hostilio Ximenes de Oliveira, no dia 22 de fevereiro de 1922 (Família Rezende)

Honorina
Recebi tua carta e fiquei muito satisfeita pela a tua chegada mas recebi hoje a tua carta e infelizmente não posso te fazer uma vizita, porque a Mercedes está passando mal com dor de Olhos, e estou com viagem marcada para Cataguazes, tem já condução lá me esperando. Segunda feira vou muito aborrecida se não puder estar contigo e te dar um apertado abraço, peço-te para vir e a Dr. Fernando para virem cá antes de eu seguir para Cataguazes, manda-me um telegrama para eu mandar te esperar na Estação. Traga a Guiomar, venha sesta ou sabbado sem falta que estou ancioza para ver-te. No mais, eu Jaime e Meninos muito te recommendamos a Dr. Fernando, teus Pais e Guiomar. Sou tua Madrinha e Amiga que muito te estima.

Elisa Dutra de Rezende
17 de Abril de 1893

NB Se tivesse recebido a tua carta logo que chegou ahi já tinha ido te vizitar, venha te pesso mais uma vez.

Foram Pais de:

1. JOAQUIM VIEIRA FERREIRA NETTO
(V. Meus Avós – Dra. Alzira Nogueira Reis)

2. ELISA ATLÂNTICA VIEIRA FERREIRA. Nascida em 2 de Maio de 1897. Falecida menina.

3. FERNANDO LÍVIO VIEIRA FERREIRA. Funcionário dos Correios e Telégrafos. Nascido em Paraíba do Sul, em 26 de Agosto de 1898. Falecido nos anos 80, solteiro, com mais de 80 anos. Sem Geração.

4. JOÃO BATISTA VIEIRA FERREIRA. De apelido Ivan. Nascido em Barra Mansa, em 21 de Maio de 1900. Falecido em 8 de Abril de 1966. Casado com a Professora Márcia da Costa Santos. Com Geração.

5. THEREZA DE JESUS MARIA VIEIRA FEREIRA. Nascida em 22 de Julho de 1901, em Barra Mansa. Falecida em 2 de Fevereiro de 1966, em Niterói. Casada, em 1919, em Nova Friburgo, com o Coronel Médico Dr. Admar Morpurgo. Com Geração.

Pequena Biografia: Dr. Admar Morpurgo nasceu em 16 de Julho de 1897, no Rio de Janeiro. Faleceu em 16 de Dezembro de 1969, filho único de Dona Antonieta César Dias e do Dr. Eduardo Morpurgo.

6. MARCO TÚLIO VIEIRA FERREIRA. Nascido em Paraíba do Sul, em 25 de Outubro de 1905. Falecido em 17 de Abril de 1939.

7. MARIA DAS DORES VIEIRA FERREIRA. Tia Mary. Nascida em Paraíba do Sul, em 10 de Novembro de 1906. Falecida no Rio de Janeiro, nos anos 80. Faleceu solteira. Sem Geração.

8. BEATRIZ VIEIRA FERREIRA. De apelido Tia Ba. Nascida em 16 de Julho de 1910, na Rua Bonfim, no Rio de Janeiro. Falecida em 1999, em Curitiba. Casada, em 1931, com o Engenheiro Fernando Nascimento Silva, nascido em 10 de Janeiro de 1905 e falecido em 13 de Julho de 1967, filho do Dr. Ernesto Nascimento Silva e de Dona Alda Campos, portuguesa do Porto. Com Geração.

Pequena Biografia: Fernando era Engenheiro, nasceu em 10 de Janeiro de 1906 e faleceu em 13 de Julho de 1967, no Rio de Janeiro. Passou a infância na Rua Afonso Pena, na Tijuca. Estudou no Colégio Pedro II e cursou Engenharia na Escola Politécnica, formando-se em 1929. Dedicou-se ao magistério em diversas instituições de ensino sendo docente da cadeira de Geologia da Escola Nacional de Engenharia. Ingressou a seguir no quadro técnico do antigo Distrito Federal, tendo a oportunidade de pesquisar a formação geológica da terra da Guanabara, sua grande paixão! Responsável pela reedição do livro “Rio de Janeiro em seus 400 Anos”. Deixou numerosos trabalhos de natureza científica e literária em folhetos, revistas técnicas e periódicos diversos. Autor do Romance Histórico “O Homem que queria Matar o Vice-Rei”. Deu nome à Rua Engenheiro Fernando Nascimento Silva, em Laranjeiras. (Fernando Ernesto Nascimento Silva)

9. AFONSO JÚLIO VIEIRA FERREIRA, Funcionário dos Correios e Telégrafos. Nascido em Nova Friburgo, em 12 de Março de 1913. Falecido no final dos anos 90, com mais de 80 anos. Casado com Mair Beque, funcionária dos Correios. Sem Geração.


Pesquisa
Anamaria Nunes

Fotos Antigas:
Acervo Nieta Morpurgo




sábado, 1 de janeiro de 2011

XAVIER

DESCENDÊNCIA
Pais de Antonia Rita de Jesus Xavier
Avós de Rosa Maria de Jesus
Bisavós de Maria Rita de Jesus Xavier
Terceiros Avós de Maria José de Cortona
Quartos Avós de Affonso Júlio de Miranda
Quintos Avós de Honorina Pereira Nunes de Miranda
Sextos Avós de Joaquim Vieira Ferreira Netto
Sétimos Avós de José Bento Vieira Ferreira
Oitavos Avós de Anamaria Nunes Vieira Ferreira

1. ANTONIA DA ENCARNAÇÃO XAVIER. Natural da Freguesia da Vila de São José. Batizada em 12 de Abril de 1721, na mesma Vila. Falecida em 6 de Dezembro de 1755, no Sítio do Pombal.

Certidão de Batismo
Joseph Barbosa Padre Coadjutor da Freguezia de Santo Antonio da Villa de Sam Joseph da Comarca do Rio das Mortes: Certifico que revendo o Livro dos assentos dos baptizados da dita freguezia nella a fl. 64 v. se acham hum do teor seguinte: Aos doze dias do mês de Abril de mil sette centos e vinte hum annos baptizei e pus os Santos Óleos a Antonia, filha legítima de Domingos Xavier Fernandes e de Maria de Oliveira Colaça: forão padrinhos Agostinho Francisco da Sylva e Dona Antonia da Silva, todos moradores nesta freguezia. E não se continha mais em o dito assento, sendo assinado ao depois de dous assentos mais pelo Vigário o Doutor Joseph Nogueira Ferraz. Que bem e fielmente aqui trasladei do próprio livro a que me reporto, em virtude do despacho do muito Reverendíssimo Doutor Joseph Sobral e Souza, Vigário da Vara da Comarca e assim o juro in verbo Sacerdotis, Villa de San Joseph, em 22 de Junho de 1763. Joseph Barboza Per.a.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende

Família Silva Xavier
A família Silva Xavier, que pertenceu Tiradentes, sempre gozou de boa situação social em Minas, ao que mostram extensos registros genealógicos que devemos a Artur de Rezende e ao Cônego Trindade.

Joaquim José era tetraneto do capitão Martinho de Oliveira, "homem nobre e dos principais da Vila de Santos", segundo Silva Leme. Seu avô materno Domingos Xavier Fernandes fôra provedor dos quintos reais da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes. Seu pai exerceu em São João del Rei o mandato de vereador. Se não era abastado, dispunha, contudo, de certos recursos e estima social. Dois de seus irmãos ordenaram-se sacerdotes, nesse tempo em que, no dizer de Caio Prado Júnior, os Seminários eram a única oportunidade que as famílias dominantes tinham para a instrução de seus filhos mais dotados de inteligência. À posição social da família Tiradentes parece ter acrescido ainda uma linhagem mental nada desprezível. Basta lembrar que um de seus primos e coetâneos, filho de sua tia materna Rita, foi o insigne naturalista que na vida monástica se chamou Frei José Mariano da Conceição Veloso. Outro primo e coetâneo seu teve fama de um dos maiores latinistas de seu tempo: foi o padre Antônio Rodrigues Dantas, reitor do Seminário de Mariana, professor em Lisboa, autor de várias obras sobre a arte poética e a língua latina.

Seu irmão mais novo, José da Silva Santos, teve patente de capitão de milícias, casando-se com uma Góes e Lara, da nobiliarquia paulistana. O atual deputado federal por Minas, figura de evidência política no Estado e no país desde 1930, Gabriel de Rezende Passos, é tetraneto desse irmão de Tiradentes. Uma irmã do Proto Mártir de nossa independência, casada com um Ferreira de Souza, de Queluz, deu origem a uma vasta descendência que se ligou aos Rodrigues Chaves, de Lagoa Dourada, aos Rezende, de Prados, aos Magalhães, os quais até hoje controlam a chefia política ou a disputam em vários municípios mineiros.

Um dos descendentes dessa irmã de Tiradentes, Major José Rodrigues Chaves, foi o fundador de Formosa, no Goiás, onde teve fábrica de ferro. Camilo Rodrigues Chaves tornou-se um dos principais habitantes e beneméritos de Campina Verde, no Triângulo Mineiro. Seu filho aparece na crônica provincial como uma das maiores influências políticas da região. O filho deste, Camilo Chaves Júnior, é presidente do PSD em Ituiutaba, onde mantém intensa luta política. Outro sobrinho bisneto de Tiradentes, Cel. Lucas Tobias de Magalhães, foi deputado durante toda a República Velha, constituinte de 34 e líder da bancada mineira. Falecendo sem descendentes, a chefia política do município passou aos seus antigos aliados, os Paulino Costa, importantes fazendeiros de café, que se vêm sucedendo na direção local.

Famílias Governamentais de Minas Gerais

Filha de Domingos Xavier Fernandes e de Dona Maria de Oliveira Colaço. Neta paterna de Domingos Rodrigues e de Dona Catarina Fernandes. Neta materna de Antonio de Oliveira Setúbal e de Dona Isabel de Oliveira Colaço.

Bisneta paterna de João Fernandes e de Esperança Fernam. De Antonio Fernandes Souto e de Dona Maria Rodrigues. Bisneta materna de Hierônimo Setubal e de Brazia de Oliveira. De Antonio de Oliveira Gago e de Ana da Cunha. Terceira neta materna de Martinho de Oliveira Gago e de Catharina Pereira Sardinha. De Antonio da Cunha e de Paula Gonçalves. Quarta neta materna de Pedro Colaço e Juliana de Oliveira. De Manuel da Cunha e Catharina Pinto. Quinta neta materna de Pedro Colaço Vilela e Brígida Machado. De Manuel de Oliveira Gago e Felipa da Mota. De Salvador Teixeira da Cunha e Maria Mendes. Sexta neta materna de Rui Dias e Cecília Rodrigues. De Antonio de Oliveira e Genebra Gago. De Vasco Pires da Motta e Felipa Gomes da Motta. Sétima neta materna do Dr. Aniceto Vaz da Motta e Felipa de Sá. De Estevão da Costa e Isabel Lopes de Sousa. Oitava neta materna de Martim Afonso de Sousa.

Inventariada em 21 de Janeiro de 1756, no Foro da Vila de São José: Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo, de mil setecentos e cincoenta e seis annos, aos vinte e um dias do mez de Janeiro do dito anno, nesta paragem chamada o sítio do Pombal, no Rio abiaxo, termo da Villa de São José, nas casas de moradas do inventariante cabeça do casal Domingos da Silva dos Santos donde foi vindo o Juiz de Órfãos actual o Sargento Mor Manoel Fernandes Serra, commigo escrivão de seu cargo, ao diante nomeado, por lhe chegar a notícia ser fallecida da vida presente a defuncta sua mulher Antonia da Encarnação Xavier, de que ficarão filhos menores e na forma de seu Regimento encorporado nas leis do Reino deseja fazer-se inventario dos bens que ficarão por morte da defuncta sua mulher, e para este fim mandou elle dito Juiz de Órfãos fazer este auto, para proceder ao inventario, e que para este fim citasse eu escrivão ao inventariante para dar a inventario os bens que se acharem no casal, e dividas activas e passivas delle, porque segundo o estillo terão logo juntamente dos peritos, e avaliados os taes bens fosse outro sim citado para ver avaliar todos os bens, e cada um delles pela parte que lhe tocava, e que desta diligencia paçasse eu escrivão certidão, ao que disse satisfaria, e de mandado do mesmo Juiz fiz este termo em que assignou e eu Caetano de Magalhães, Escrivão de Órfãos que o escrevi. Certifico que em virtude do mandato supra, citei ao inventariante na mesma própria pessoa, para dar a inventario todos os bens que ficarão por fallecimento da defuncta sua mulher, com todas as dividas activas e passivas e juntará que se lhe devão, em fé do que passei a presente no referido sítio, hoje, 21 de Janeiro de 1756. Caetano Alves de Magalhães. Termo de Juramento dado ao cabeça do casal, nome acima declarado, louvados e juramento que lhes foi deferido. E logo no mesmo dia, mez e anno, neste referido sítio, e casas de morada do Inventariante, cabeça do casal, Domingos da Silva dos Santos e sendo ahi o dito Juiz de Órfãos, commigo, escrivão de seu cargo, ao diante nomeado, ahi ao chegar perante elle, appareceu presente o mesmo cabeça do casal a quem o dito Juiz deferio o juramento dos Santos Evangelhos em um livro delles, em que lh e encarregou de bem e verdadeiramente dar a inventário todos os bens que ficarão, e pertenção ao dito casal, assim immoveis, e semoventes e de raiz, todas as dividas que se devão ao mesmo casal, ou que este seja devedor, não sonegando nem occultando algum delles, com comminação de encorrer em todas as penas impostas por direito contra os primeiros sonegantes, e recebido por elle o dito juramento, assim prometteo fazer, sujeitando-se às ditas penas, e logo pelo dito Juiz lhe foi dito, salvo, e se pela sua parte em uma pessoa intelligente, e de boa e sã consciência que avaliasse os referidos bens, para cujo effeito nomeou logo Manoel Pereira da Costa, morador da mesma vizinhança do referido sitio, em que disse concorrião os requerimentos apontados pelo dito Juiz, foi nomeado por parte dos Órfãos o Capitão Luiz Dias Rapozo, aos quaes mandou elle dito Juiz d´Orfãos o vir perante a si, sendo chamados pelo cabeça do casal, e sendo presentes os ditos nomeados, lhe defirio o juramento dos Santos Evangelhos, em um Livro delles, em que pozerão suas mãos direitas e lhe mandou que lavrado o dito Juramento, que a bem delle, sem malícia alguma avaliassem os bens, que pelo inventariante lhe fosse mostrado, conforme entendessem em suas consciências, e recebido por elles o dito juramento, assim prometerão fazer, de que para constar de todo o referido, mandou o dito Juiz de Órfãos fazer este termo, em que assina com o inventariante, e os louvados. Eu Caetano Alves de Magalhães, escrivão de Órfãos, que o escrevi. Serra. Domingos da Silva dos Santos. Luiz Dias Rapozo. Manoel Pereira da Costa. E logo mandou elle dito Juiz ao cabeça do casal os bens e naturaes dados á dita sua mulher, o dia do seu fallecimento, e se fora, como diz, homem, com ou sem relações, e quantos filhos ficarão com seus nomes e idades, e ficarão deste Matrimônio forão ou serão bastardos, de que revelou três filhos, se algum delles forão dotados por (...) com os dotes cada um, e adiante se diz na forma seguinte: Declarou o dito cabeça do cazal que a defuncta sua mulher era natural da Freguezia da Villa de São José, e nella batizada, filha legitima de Domingos Xavier Fernandes e de sua mulher Maria de Oliveira, já defunctos, e que a defuncta sua mulher falleceo nesta casa aos seis do mez de Dezembro do anno próximo passado e que falleceo com seo testamento, e que a defuncta sua mulher nunca fora casada senão elle inventariante, e que os filhos que tem de entre ambos são os seguintes: Filhos do matrimonio: Domingos, de idade de quinze annos, pouco mais ou menos; Maria, de idade de douze annos, pouco mais ou menos; Antonio, de idade de dez annos, pouco mais ou menos; Joaquim, de idade de oito annos, pouco mais ou menos – Tiradentes; José, de idade de seis annos, pouco mais ou menos; Eufrazia, de idade de três annos, pouco mais ou menos; Antonia, de idade de um anno e meio, pouco mais ou menos. E visto pelo dito Juiz de Órfãos todas as referidas declarações, e fallecer com testamento a defuncta mandou que o cabeça do cazal apresentasse logo para se verem as disposições delle, e se nomear tutor, ou curador, ou se elle Juiz hade nomear aos menores, e que assim cumpriu, e se juntam logo aos autos, e sendo apresentado pelo mesmo cabeça do cazal que aqui juntei na forma seguinte.

Casado, em 30 de Junho de 1738, com o Procurador dos Reais Quintos, no Arraial do Bichinho, Distrito de São José Del Rey, DOMINGOS DA SILVA DOS SANTOS. Natural de Santo André, Celorico de Basto, Portugal. Falecido Em 12 de Dezembro de 1757.

Filho de André da Silva e de Dona Marianna da Matta.

Certidão de Casamento:
Joseph Barboza Per.A. Coadjutor Da Freguezia De Sto. Antonio Da Villa De S. Joseph Da Comarca Do Rio Das Mortes: Certifico Que Revendo O Livro Dos Assentos Dos Cazamentos Da Freguezia Da Dita Villa Nelle A Fl. 81 V. E 82 Se Acha Hu Do Theor Seg.Te: Aos 30 Dias Do Mez De Junho De Mil Setecentos E Trinta E Oito Annos Na Minha Igreja Matriz Desta Villa, Feitas As Determinações Canônicas, Na Forma Do Sagrado Concílio Tridentino Não Havendo Impedimento, Com Provizão Do Reverendo Vigário Da Vara Desta Comarca O Doutor Manoel Da Roza Coutinho Se Cazarão Em Minha Prezença Com Palavras Da... Na Forma Do Mesmo Sagrado Concilio Tridentino Os Contrahentes Domingos Da Silva Dos Santos, Natural Da Freguezia De Santo André Do Cazussozo, Termo Da Villa De Basto, Arcebispado De Braga, Filho Legítimo De André Da Sylva E De Marianna Da Matta, E Antonia Da Encarnaçam Xavier, Natural Desta Freguezia, Filha Legítima De Domingos Xavier Fernandes E De Maria De Oliveira Colaça – Forão Testemunhas Joseph Velozo Carmo, Bernardo Rodrigues Dantas, Maria Da Conceiçam Xavier E Rita De Jesus Xavier, Todos Desta Freguezia, Do Que Fiz Este Assento. O Vigário... Doutor Joseph Nogueira Ferraz. E Não Se Continha Mais No Dito Assento Tirado Do Próprio Livro A Que Me Reporto E Assim O Juro In Verbo Sacerdotis. Villa De San Joseph Aos 22 De Junho De Mil Sete E Centos E Sessenta E Três. Joseph Barboza Pereira.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende

Almotacé na Câmara da Vila de São José Del Rei: “Ao primeyro dia do mês de julho de 1746 annos nesta villa de S. José Minas comarca do Rio das mortes em cazas de morada do Juiz ordinário que de prezente serve nesta mesma villa o Capitam Antonio Marques de Moraes aonde eu Escrivam adiante nomeado Juiz vindo e sendo ahi aparecerão prezentes Bernardo Alves de Meyva e Domingos da Silva dos santos pessoas eleitas pello senado da camara desta villa para servirem de Almotacés...”. Veador em São João Del Rei. Em 1754 Domingos da Silva dos Santos foi eleito vereador para o biênio de 1755/1756, na abertura do pelouro a 2 de dezembro de 1754. Não era homem abastado, mas dispunha de recursos e estima social. Quando solteiro, foi pai de Clara, meia-irmã de Tiradentes.

Alguns autores apontam mais uma filha para o casal, ou uma "afilhada" de Domingos com o nome de Ana Vitória de Jesus ou Ana Ferreira ou ainda Ana Francisca da Silva. Não conseguimos encontrar nenhuma prova documental para essa afirmativa. No entanto, encontramos um registro que até pode permitir a suposição de se tratar de mais uma filha natural de Domingos da Silva Santos. Eis os registros:

Batismo de Anna: "exposta na casa de Domingos da Silva Santos e Antonia da Encarnação Xavier, em 29 de junho de 1748. Foram padrinhos Domingos da Silva Santos e Antonia da Encarnação Xavier". Livro de batismos da Matriz N.S. do Pilar de S.J.Del Rei para 1742/1749, fls. 213v.

“Vital Brazil Mineiro de Campanha”
Lael Vital Brazil

“A fazenda do Pombal era grande, nela trabalhavam 35 escravos, inclusive em mineração. A casa tinha dois pavimentos; o alpendre dava entrada, por fora, a um Oratório particular. Havia senzalas e cozinhas coletivas. A família possuía numeroso e valioso instrumental de ferro para minerar, relacionado por sua importância no inventário.”(Genealogia Mineira – Arthur Rezende)

Domingos da Silva dos Santos e Dona Antonia da Encarnação Xavier residiam no Sítio do Pombal, no Rio Abaixo, Termo da Vila de São José Del Rei, onde nasceram seus filhos.

Eram proprietários de duas casas na Vila de São José: Ainda no mesmo documento é citado entre os bens de raiz duas casas sitas na Villa de São José, em rua não mencionada, dividindo com o citado sargento–mor João Gonçalvez Chaves e com o Padre Miguel Rebelo Barbosa. Isto vem provar que o casal Domingos/Antônia, não só viviam na fazenda do Pombal, termo de São José del Rei como também tinham casa na Villa para aos domingos e dias santos passarem o dia, como era costume da época, como também para o vereador Domingos da Silva santos ter estadia, em época de sessões do Senado da Câmara.

Era irmão da Irmandade do Senhor dos Passos, na Vila de São José: Tanto o avô materno de Joaquim José, Domingos Xavier Fernandes, como o pai Domingos da Silva dos Santos eram irmãos da irmandade do Senhor dos Passos, da Villa de São José e sempre estiveram ligados a vida política e religiosa de São José.

Foram Pais de:

1.1 Domingos da Silva Xavier. Padre e Advogado. Nascido em 1738, na Freguesia de São João Del Rey. Batizado em 25 de Junho de 1738, na Capela de Santa Rita do Rio Abaixo, filial da Matriz de São João Del Rey, conforme certidão. Certidão de Batismo: Satisfazendo ao despacho do Mto. R. Snr. Douttor Vigário da Vara; Certifico em como revendo hu livro onde tenho algus asentos de baptizados a folhas 58 verso e ahy hu asento do tior seguinte: aos 25 de Junho de 1738 Baptizei e pus os Santos Óleos a Domingos, Filho legítimo de Domingos da Silva dos Santos e de Antonia da Encarçam Xavier, forão padrinhos Fran.co Viegas de Menezes... e Antonia de Almeida, casados e não se continha mais em o do. assento, o qual estava asignado com o meu nome. Passo na verdade e que sendo necessário o juro aos Santos Evangelhos. Santa Ritta, 24 de Junho de 1763. Capellão José Frz. Barros. Ordenado Padre em 1765, no Rio de Janeiro. Capelão de Nossa Senhora da Conceição de São João Del Rei. Professo na Ordem 3ª de São Francisco em São João Del Rei. Sacerdote do Hábito de São Pedro, com Termo de Juramento em 10 de Setembro de 1763, foi ordenado em Mariana em 19 de Março de 1765. Segundo Lael Vital Brazil, o Padre Domingos da Silva Xavier foi homem de surpreendente Cultura Canônica. Em 10 de Junho de 1772 foi provisionado Vigário da Vara e dos Descobertos de Cuiaté, Passanha, Gunhaz, Susuhy Grande e Pequeno, Corrente e Santo Antonio. Em 12 de Dezembro de 1775 foi nomeado Vigário da Vara da Comarca de Pitangui, mas segundo Arthur Rezende, é possível que não tenha tomado posse. Processo “Genere, Moribus et Matrimonio”: Iniciado em 3 de Novembro de 1766, mas só em 19 de Dezembro de 1768 teve sentença lavrada pelo Cônego Dr. Ignácio Corrêa de Sá, concluindo serem os suplicantes “pessoas de limpo sangue, sem raça de judeu, mouro, mourisco, mulato, herege, ou outra infecta nação reprovada pela nossa fé católica”. Sesmaria: Em 1767, na Vila de São João Del Rei, uma sesmaria de terras, tendo nela construído a casa em que morou. Alambique Histórico: Proprietário do Engenho Boa Vista, que ainda existe em Coronel Xavier Chaves e produz excelente cachaça como há 200 anos atrás. A Perseguição aos Parentes de Tiradentes: “Depois da prisão de Tiradentes, os seus parentes andaram alarmados e receiosos de perseguições muitos delles sahiram de Minas Geraes, com nomes trocados. Foi preso ahi em 1790, conforme no Livro 1º de Termos da Ordem de São Francisco, de São João d´El Rey:”“Na Villa de Cuyabá, em 1790, declarou-se sacerdote o Reverendo Domingos da Silva Santos, denominado antes Joaquim José Ferreira, debaixo de cujo nome negociara e advogara por muitos annos da dita Villa. O motivo que o levou a fazer esta declaração foi o achar-se elle preso na Cadeia por ordem do General por traficâncias e a requerimento de seus credores”. Fez esta declaração por persuasão do Juiz de Fora Dr. Diogo do Toledo Lara Ordonhez, a quem muito revelara ser vigário do Culto Divino”. Juiz José de Oliveira. Manoel de Freitas, Antonio Teixeira Braga – Definidores. A Advocacia: Com a prisão de seu irmão Tiradentes e sua subseqüente condenação, o Padre Domingos fugiu de Minas e, com o nome de Joaquim José Ferreira, advogou em Cuiabá, confirmando sua vasta cultura jurídica. (Todas as Informações obtidas em “Vital Brazil Mineiro de Campanha”- Lael Vital Brazil)

1.2 Maria Victória da Silva Xavier. Nascida em 1742, na Fazenda do Pombal. Batizada em 22 de Junho de 1742, na Capela de São Sebastião do Rio Abaixo, filial da Matriz de São João Del Rey. Sepultada na Igreja Franciscana de São João Del Rey, em 1 de Fevereiro de 1798. Casada em 1 de Outubro de 1759, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição dos Prados, com o Alferes Domingos Gonçalves de Carvalho, nascido e batizado na Freguesia de São João de Arneja, termo de Basto, Comarca de Guimarães, Arcebispado de Braga, filho de Antonio Gonçalves e de Dona Maria Mendes. O casamento foi celebrado pelo Vigário Manoel Martins de Carvalho, perante as testemunhas Padre João de Rezende Costa e Padre João Gonçalves de Moura. Em 2 de Agosto de 1760, Dona Maria Victória e seu marido Domingos Gonçalves de Carvalho receberam o hábito de Irmãos da Ordem 3ª de São Francisco e em 15 de Maio de 1791, o da Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Com Geração.

1.3 Antonio da Silva dos Santos. Padre. Nascido em 1745. Falecido em 1805. Proprietário da Fazenda do Castelo. Ordenado Padre foi nomeado Capelão do Distrito de Ressaca, da Vila de Prados, em 1789. Viveu numa freguesia de Barbacena até 1805, quando faleceu. Processo “Genere, Moribus et Matrimonio”: O Padre Antonio da Silva Santos pleiteou o ingresso na vida monástica ao mesmo tempo que seu irmão mais velho, Padre Domingos da Silva Xavier, tendo tido ambos o mesmo processo “Genere, Moribus et Matrimonio”, transcrito quase que em sua integralidade na obra “Genealogia Mineira”, de Arthur Rezende, Volume IV. Iniciado em 3 de Novembro de 1766 mas só em 19 de Dezembro de 1768 teve sentença lavrada pelo Cônego Dr. Ignácio Corrêa de Sá, concluindo serem os suplicantes “pessoas de limpo sangue, sem raça de judeu, mouro, mourisco, mulato, herege, ou outra infecta nação reprovada pela nossa fé católica”.

1.4 Joaquim José da Silva Xavier. Alferes. Herói nacional e Patrono Cívico da Nação Brasileira, Tiradentes foi o principal líder e o Mártir da Inconfidência Mineira. Nascido em 6 de... de 1746, em São José Del Rei, na Fazenda do Pombal, na antiga comarca do Rio das Mortes. Batizado em 12 de Dezembro de 1746. Falecido em 21 de Abril de 1792, no Rio de Janeiro. Em requerimento de 1767, solicita a sua emancipação: “Diz Joaquim José da Silva Xavier, filho legítimo de Domingos da Silva Santos, já defunto, e de sua mulher, Antônia da Encarnação Xavier, natural da Villa de São José, comarca do Rio das Mortes, distrito das Minas Gerais, que ele suplicante, se acha com vinte anos completos, como consta da certidão de idade inserta no instrumento junto; e porque estár vivendo tratando de negócios da fazenda e tem capacidade para governar e administrar os seus béns, como justificou perante o juiz dos órfãos daquele distrito, do que se lhe passou o dito instrumento junto, e como quer se digne Vossa Majestade conceder-lhe promissão de suplemento de idade, dispensando –lhe na lei, para com ela poder requerer a entrega a sua legitima, pede a Vossa majestade seja servido conceder-lhe a dita promissão. ERM. Joaquim Alves Muniz". Pagou na chancelana 880rs, Rio de janeiro 20/07/1761, Castelo Branco. (Autos de Devassa da Inconfidência Mineira - Volume 9 - Câmara dos Deputados, Brasília, 1977, p. 14 e 15). Afilhado de Sebastião Ferreira Leitão. Antes de 1788 fez requerimento pedindo licença para viajar ao Reino: Requerimento de Joaquim José da Silva Xavier, alferes de cavalaria de Minas Gerais, solicitando a D.Maria-I a mercê de lhe conceder licença para se deslocar ao Reino. (Centro de Memória Digital - Documento 65517).

A Vila de São José del Rei, atual cidade de Tiradentes, foi, no século XVIII, um dos mais importantes centros urbanos de Minas Gerais. Sua participação na Inconfidência Mineira foi das mais relevantes: Vigário Padre Carlos Toledo: Um dos mais ativos dos conspiradores, era homem de cultura e sua biblioteca, embora inferior à do cônego Luís Vieira da Silva, destacava-se pelo número de dicionários, pelos volumes de Gramática, pelas obras de Direito, Teologia, História Sagrada, Moral e clássicos em geral. O Padre Carlos de Toledo portou-se, nos interrogatórios, com uma dignidade só superada por Tiradentes. Foi o único, além do Alferes, que não procurou incriminar os companheiros de infortúnio. Ainda tentou quando pôde despistar os inquiridores. Luis Vás de Toledo Piza: Irmão do Padre Toledo, era Sargento Mor do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila de São José, onde exercia o cargo de Juiz de Órfãos. Foi um dos onze réus condenados à morte, na primeira sentença e, na Segunda, a degredo perpétuo. José de Resende Costa, pai, e José de Resende Costa, filho: Moravam no arraial da Laje (atual cidade de Resende Costa), então no termo da Vila de São José. Ambos foram condenados à morte na primeira sentença e, na Segunda, a degredo por dez anos. Vitoriano Gonçalves Veloso: Natural da Vila de São José era Alferes do Regime dos Parodos. Desenvolveu notável atividade, depois da prisão de Tiradentes, a levar avisos aos demais inconfidentes da prisão do Alferes. Foi condenado e degredo por dez anos. João Dias da Mota: Capitão do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila de São José. Morava no Engenho do Campo, pertinho da Vila. Foi condenado a dez anos de degredo, na primeira sentença, pena confirmada na Segunda. Francisco Antônio de Oliveira Lopes: Morava na sua fazenda da Ponta do Morro. Herculano Veloso equivocou-se ao supor que o nome primitivo da Vila de São José fora Ponta do Morro. Ora, fundado o arraial de Santo Antônio, que fora elevado a Vila com o nome de São José del Rei, continuou a existir a Ponta do Morro, então no termo da Vila. Coronel do Regimento de Cavalaria Auxiliar de São José, foi condenada à morte na primeira sentença e, na segunda, a degredo perpétuo. Hipólita Jacinta Teixeira de Melo: Mulher de Francisco Antônio de Oliveira Lopes, bem mais inteligente e mais instruída que o marido, foi quem escreveu os bilhetes aos inconfidentes, com o aviso da prisão de Tiradentes. O Dr. Tarquínio J. Barbosa de Oliveira a considerava a grande heroína da Inconfidência Mineira. Ela nasceu na vila de São José, filha do Capitão-mor Pedro Teixeira de Carvalho, nome muito ligado à história da Vila. O Visconde de Barbacena não a e perdoou. Ordenou ao Ouvidor da comarca do Rio das Mortes, Luís Ferreira de Araújo de Azevedo que nos seqüestros respeitasse a meação de Dona Bárbara Heliodora, mulher de Alvarenga Peixoto, mas nos do casal Francisco Antônio de Oliveira Lopes – Hipólita Jacinta Teixeira de Melo fosse realizado o seqüestro de todos os bens sem respeitar a meação da mulher. Mas Dona Hipólita reagiu, lutou bravamente, digiriu requerimento até a D. Rodrigo de Souza Coutinho, Conde de Linhares, Ministro da Marinha e Ultramar e conseguiu salvar sua meação, ou melhor, o patrimônio que herdara de seu pai, Capitão-mor Pedro Teixeira de Carvalho. No seu testamento, Da. Hipólita determinou a celebração de 200 missas por alma de seus pais, 150 missas por alma de seu marido, alforriou mais de um dezena de escravos e, para alguns, ainda deixou dinheiro. Antônio de Oliveira Lopes era piloto, isto é, medidor de sesmarias, nomeado pela Câmara de São José. Foi condenado na primeira sentença a degredo perpétuo, reduzido a dez anos, na Segunda. Claro José da Mota: Figura cheia de mistérios, homem que fazia a ligação de Minas com São Paulo. Esse homem desapareceu e, apesar de todas as diligências, não conseguiu ser preso.

Foram 26 os réus condenados pela sentença da Alçada. Desses, dois o foram por denúncia falsa, isto é, nada tinha a ver com a inconfidência Mineira. Foram, portanto, em número de 24 as vítimas do movimento. Desses 24, 13 eram da Comarca do Rio das Mortes. Desses 13, a maioria pertencia à freguesia e termo da Vila de São José. A Vila de São José era, pois, o maior foco conspirador e o mais importante centro da Inconfidência Mineira.

Resta um comentário a respeito do líder do movimento, o proto - mártir da independência. Não pretendemos colocar lenha na polêmica sobre a naturalidade do Alferes Xavier. Queremos apenas transcrever o trecho inicial do testamento feito pelos pais de Tiradentes, em 1751, Domingos da Silva dos Santos e Antônia da Encarnação Xavier. “Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo, três Pessoas distintas e um só Deus verdadeiro... no ano do nascimento de N. S. Jesus Cristo, de 1751, em casa de morada de Manuel Goulart, nesta vila de São José, onde nos achamos, Domingos da Silva dos Santos e minha mulher, Antônia da Encarnação Xavier, moradores que somos em Rio Abaixo, no nosso sítio chamado Pombal, freguesia e termo desta vila...” (Waldemar de Almeida Barbosa)

Envolveu-se 1º com Dona Antonia Maria do Espírito Santo, filha de Antonio da Silva Pais, que vivia em Vila Rica, e de Dona Maria Josefa da Silva, ela com 17 anos e ele, 40 anos, tiveram a filha Joaquina Josefa, batizada em 31 de Agosto de 1786, na Igreja Matriz de Vila Rica. Teria vivido, pelo menos, até os 17 anos, batizada em nome do próprio Tiradentes, tendo como padrinho o Capitão e Inconfidente Domingos de Abreu Vieira.

Tiradentes teve um 2º relacionamento com Dona Eugenia Francisca ou Eugênia Joaquina da Silva, que viveu 121 anos. Talvez fosse meia-irmã por parte materna da 1ª, Antonia Maria. Filha de Manoel da Silva e de Dona Maria Josefa da Silva. Com Geração que chega aos dias de hoje.

1.5 José da Silva dos Santos. Capitão de Milícias e Capitão de Auxiliares. Nascido em 1748. Batizado em Dezembro do mesmo ano, na Capela de São Sebastião do Rio Abaixo. Falecido em 11 de Junho de 1833, tendo sido sepultado na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, em São João Del Rey. Casado com Dona Joaquina de Proença Góes e Lara, da Nobiliarquia Paulistana, nascida em 1763, filha do Capitão Francisco Pinto Rodrigues e de Dona Anna Maria Bernardes de Góes e Lara e falecida em São João Del Rey em 11 de Junho de 1823. Com Geração. O Capitão José da Silva Santos teve com Dona Joana Maria de São José o filho natural Antonio da Costa e Silva: Deixou dois filhos naturais, cuja prole ocupa lugar de destaque na sociedade (Genealogia Mineira - Arthur Rezende)

1.6 Catharina Eufrásia Maria da Assunção. Nascida em 25 de Dezembro de 1751, em São João Del Rei. Batizada em 12 de Maio de 1751. Falecida em 19 de Dezembro de 1802, em Prados, Minas Gerais. Certidão de Batismo: Aos doze dias do mez de Mayo de mil sete centos e sincoenta e hum anos o Reverendo Phelippe de Souza na Capella de São Sebastião, com licença do Reverendo Vigário Mathias Antonio Salgado, Baptisou a Catharina, filha legítima de Domingos da Silva Santos e de sua mulher Antonia da Encarnação Xavier – Foram padrinhos...” O resto não se comprehende porque o livro está muito estragado pela traça. Seu nome não figura no inventário de Dona Antonia da Encarnação Xavier. Julgo, por isto, ter ella falecido antes de sua mãe (Genealogia Mineira - Arthur Rezende) Segundo Arthur Rezende, Dona Catharina fez seu testamento em 17 de Dezembro de 1808, no Cartório do 1º Ofício de São João Del Rey, Livro 61, pág. 76. O Capitão Bernardo Rodrigues Dantas era casado com sua irmã, Dona Catharina Eufrásia da Encarnação Xavier e ficou responsável pela sua educação quando da morte de seus pais. Casada, em 22 de Junho de 1768, em Prados, com Custódio Pereira Pacheco, natural de S. Maria de Idães, termo da Vila de Guimarães, Braga, filho de Baltazar Pereira e Maria Pacheco, com pelo menos: (TC.196, 199 e VB.95). Certidão de Casamento: “Aos 22 de Junho de 1768, no altar portátil do Capitão Bernardo Rodrigues Dantas, sito na sua casa na Villa da Freguezia de Nossa Senhora da Conceição dos Prados, perante as testemunhas Padre Manoel Rodrigues Dantas e o Capitão Bernardo Rodrigues Dantas, sendo celebrante o Vigário Manoel Martins de Carvalho, receberam-se em matrimonio Custodio Pereira Pacheco (...) e D. Euphrasia Maria de Assumpção, nascida e baptisada na Freguezia de Nossa Senhora do Pillar, de São João del-Rey, filha de Domingos da Silva dos Santos e de Dona Antonia da Encarnação Xavier.”Com Geração.

1.7 Antonia Francisca Xavier. Casada com Amador da Silva Godinho. Com Geração.

1.8 Antonia Rita de Jesus Xavier, que segue.

Segundo Lael Vital Brasil, Domingos da Silva dos Santos e Dona Antonia da Encarnação Xavier acolheram e apadrinharam uma menina:

1.9 Ana Vitória de Jesus. Outros Nomes: Ana Ferreira ou Ana Francisca da Silva

Domingos da Silva dos Santos teve uma filha natural, havida antes do seu casamento: (VB.88).

1.10 Clara.

2. ANTONIA RITA DE JESUS XAVIER casada com o Tenente Coronel FRANCISCO JOSÉ FERREIRA DE SOUSA, Patriarcas da Família Ferreira de Sousa.

Fontes:

Genealogia Mineira, Volume IV
Arthur Rezende

“Vital Brazil Mineiro de Campanha”
Lael Vital Brazil

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Bartyra Sette
Regina M. Junqueira

Ensaio: Os Rodrigues Dantas
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Bartyra Sette
Regina M. Junqueira

Tiradentes, Patrono Cívico da Nação Brasileira
Marcos de Andrade

A Inconfidência Mineira: Uma Síntese Factual, 1989
Márcio Jardim

Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais

Gen-Minas

Cantoni 2002
http://www.arquivohistorico-mg.com/piacatuba/batismosTZ.html

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