Descendente dos Pais de Tiradentes

Sobrinha-neta do Barão de São Carlos, do Barão do Rio do Ouro e da Baronesa de Santo Antonio

Batizada em 18 de Outubro de 1876, na Paróquia de São Pedro de Alcântara, do Rolcharia, termo de Juiz de Fora. Falecida em 24 de Julho de 1977, no Largo dos Leões, no Humaitá, Rio de Janeiro.

Filha do Fazendeiro Affonso Júlio de Miranda e Innocência Pereira Nunes. Neta paterna de Antonio José de Miranda e Maria José de Cortona. Neta materna de Vitório Pereira Nunes e Maria Vitória da Rocha.

Bisneta paterna do Capitão José de Miranda Ramalho e Maria Rodrigues da Silva. De José Antonio de Magalhães e Maria Rita de Jesus Xavier. Bisneta materna de Inácio Pereira Nunes e de Dona Leocádia Vasconcellos de Araújo. Terceira neta paterna de João de Miranda Ramalho e Maria Teixeira de Carvalho. De André Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva. De José Antonio de Andrade e Valentina Tereza de Jesus. De Joaquim Rodrigues Chaves e Rosa Maria de Jesus. Terceira neta materna de Antonio Nunes da Silva e Ana Pereira. De Bento Borges de Araújo e Maria Joaquina de Vasconcellos Quarta neta paterna de Manoel Antonio e Ana Gonçalves de Miranda. De Domingos Teixeira de Carvalho e Luiza Costa Ferreira. De Domingos Chaves e Maria Rodrigues. De Thomaz da Silva e Valentina de Mattos. De João Crisóstomo de Magalhães e Bárbara Maria Dias. De André Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva. De Francisco Ferreira de Sousa e Antonia Rita de Jesus Xavier. Quinta neta paterna de Antonio de Carvalho e Maria Teixeira. De João Costa Ferreira e Domingas Teresa. De Domingos Álvares e... De José de Torres e Teresa da Silva. De Miguel Barbosa e Ursula Mendes. De João... De Magalhães e Ana Maria de Andrade. De Mathias Álvares Negrão e Maria de Marins do Prado. De Domingos Chaves e Maria Rodrigues. De Thomaz da Silva e Valentina de Mattos. De Carlos Ferreira de Sousa e Rosa de Azevedo. De Domingos da Silva dos Santos e Antonia da Encarnação Xavier. Sexta neta paterna de Manoel Soares e Inês Arouche. De Antonio de Matos e Maria Costa. De Manoel Mendes de Souza e Páscoa da Silva. De Domingos Álvares e... De José de Torres e Teresa da Silva. De Miguel Barbosa e Ursula Mendes. De Manuel Afonso de Sousa e Maria de Azevedo. De André da Silva e Mariana da Matta. De Domingos Xavier Fernandes e Maria de Oliveira Colaço. Sétima neta paterna de Domingos Cabral de Sousa e Ursula Mendes, a Velha. De Fernando Rocha e Antonia Corrêa. De Manoel Soares e Inês Arouche. De Antonio de Matos e Maria Costa. De Manuel Mendes de Sousa e Páscoa da Silva. De Domingos Rodrigues e Catarina Fernandes. De Antonio de Oliveira Setubal e Isabel de Oliveira Colaço. Oitava neta paterna de Manoel de Sousa e Maria Cabral de Melo. De Domingos Cabral de Sousa e Ursula Mendes, a Velha. De Fernando Rocha e Antonia Correa. De João Fernandes e Esperança Fernam. De Hieronimo Setubal e Brazia de Oliveira. De Antonio de Oliveira Gago e Ana da Cunha. Nona neta paterna de Fernando Cabral de Melo e Sebastiana Cabral. De Manuel de Sousa e Maria Cabral de Melo. De Martinho de Oliveira Gago e Catarina Pereira Sardinha. De Antonio da Cunha e Paula Gonçalves. Décima neta paterna de Gonçalo Carvalho da Câmara e Helena Fernandes de Melo. De Aleixo Manuel, o Moço, e Isabel Cabral. De Fernando Cabral de Melo e Sebastiana Cabral. De Pedro Colaço e Juliana de Oliveira. De Manuel da Cunha e Catarina Pinto. Décima primeira neta paterna de Aleixo Manuel Albernaz e Francisca da Costa Homem. De Gonçalo Carvalho da Câmara e Helena Fernandes de Melo. De Aleixo Manuel, o Moço, e Isabel Cabral. De Salvador Teixeira da Cunha e Maria Mendes. De Pedro Colaço, o Velho, e Brígida Machado, a Velha. De Manuel de Oliveira Gago, o Velho, e Felipa da Mota. Décima segunda neta paterna de Aleixo Manuel Albernaz e Francisca da Costa Homem. De Fuão Albernaz e... Faria. De Jordão Homem da Costa e Apolônia Domingues. De Rui Dias Machado e Cecília Rodrigues. De Antonio de Oliveira e Genebra Gago. De Vasco Pires de Mota e Felipa Gomes da Costa. Décima terceira neta paterna de Jordão Homem da Costa e Apolônia Domingues. De Fuão Albernaz e... Faria. De Aniceto Vaz da Mota e Felipa de Sá. De Estevão da Costa e Isabel Lopes de Sousa. Décima quarta neta paterna de Martim Afonso de Sousa.

O ROMANCE
Ele era Promotor de Justiça em Itaperuna, para onde Honorina viajava de tempos em tempos pra ficar com a madrinha.

“Ele passava a cavalo e via vovó na janela. Apaixonaram-se”. (Antonieta Inocência Vieira Ferreira Morpurgo)

Quando Honorina voltou para casa, em Paraíba do Sul, Fernando Luis lhe dedicou esses versos:

PRECE
A Mlle...

Partes... Não sabes que saudade immensa
Vem augmentar o meu isolamento:
É noite, minha amiga, e a treva é densa
Sem um astro siquer no firmamento.

Surge, meu sol, surge outra vez e pensa
Que si tiveres um regresso lento,
Breve sentindo o vácuo da descrença,
Minha alma tombará no desalento.

Não voltas mais... Oh dor, oh desespero!
Porque se eclypsa a luz de teu semblante
Subitamente assim?

O meu destino é mais feroz que Nero,
Estou cego, meu Deus! Sem norte, errante,
O que será de mim?

Fernando Ferreira
Itaperuna, 16 de Agosto de 1894.

A poesia, por certo, comoveu Honorina que aceitou o seu pedido de casamento:

“O noivado não durou muito. Eles se conheceram e se casaram em dois meses”. (Lilia Barcellos)

O que se confirma pelo confronto das datas da poesia e do casamento: 16 de Agosto e 8 de Novembro... Exatos 2 meses e 22 dias!

VIDA EM FAMÍLIA
Pelas fotos dos passeios, acreditamos que tenham tido uma vida feliz e cheia de emoções. Paixão que se prolongou por toda a vida, considerando-se as cartas desesperadas de Honorina quando, já casada, foi obrigada a viver longe dele, então Juiz no Acre.

AS BODAS DE OURO
Em 8 de Novembro de 1944 comemoram as Bodas de Ouro, reunindo a família na Moreira César.

CARTA DA MADRINHA
Era afilhada de Dona Eliza Dutra de Rezende, mulher de Jayme Vieira de Rezende.

Pequena Biografia
Jayme Vieira de Rezende. Nasceu na Fazenda do Rochedo, município de Cataguazes, em 30 de abril de 1886; casou-se em 13 de fevereiro de 1885, com sua prima D. Elisa Dutra de Rezende, filha de seus tios Antonio Vieira da Silva Rezende e de D. Carlota Dutra de Rezende, então proprietários da Fazenda Itaguassu, no actual município de Mirahy. Educado no tradicional “Colégio do Caraça”, foi fazendeiro nos Estados de Minas e Rio de Janeiro e comerciante no Espírito Santo. Jayme Vieira de Rezende é nome de Rua e Avenida no Espírito Santo. Faleceu em Vitória, em 15 de Setembro de 1913, deixando viúva e os seguintes filhos: 1- Mercedes Rezende, nascida em 16 de Março de 1891. Casada com Paulo Pacheco, em 15 de fevereiro de 1912. 2- Hermano Vieira de Rezende, nascido em 17 de Abril de 1894. Casado com Dona Leonarda Moreira, em 27 de maio de 1919. 3- Osmane Vieira de Rezende, nascido em 27 de dezembro de 1900. 4- Flora Rezende de Oliveira, nascida em 26 de Maio de 1902. Casada com Hostilio Ximenes de Oliveira, no dia 22 de fevereiro de 1922 (Família Rezende)

Honorina
Recebi tua carta e fiquei muito satisfeita pela a tua chegada mas recebi hoje a tua carta e infelizmente não posso te fazer uma vizita, porque a Mercedes está passando mal com dor de Olhos, e estou com viagem marcada para Cataguazes, tem já condução lá me esperando. Segunda feira vou muito aborrecida se não puder estar contigo e te dar um apertado abraço, peço-te para vir e a Dr. Fernando para virem cá antes de eu seguir para Cataguazes, manda-me um telegrama para eu mandar te esperar na Estação. Traga a Guiomar, venha sesta ou sabbado sem falta que estou ancioza para ver-te. No mais, eu Jaime e Meninos muito te recommendamos a Dr. Fernando, teus Pais e Guiomar. Sou tua Madrinha e Amiga que muito te estima.

Elisa Dutra de Rezende
17 de Abril de 1893

NB Se tivesse recebido a tua carta logo que chegou ahi já tinha ido te vizitar, venha te pesso mais uma vez.

Foram Pais de:

1. JOAQUIM VIEIRA FERREIRA NETTO
(V. Meus Avós – Dra. Alzira Nogueira Reis)

2. ELISA ATLÂNTICA VIEIRA FERREIRA. Nascida em 2 de Maio de 1897. Falecida menina.

3. FERNANDO LÍVIO VIEIRA FERREIRA. Funcionário dos Correios e Telégrafos. Nascido em Paraíba do Sul, em 26 de Agosto de 1898. Falecido nos anos 80, solteiro, com mais de 80 anos. Sem Geração.

4. JOÃO BATISTA VIEIRA FERREIRA. De apelido Ivan. Nascido em Barra Mansa, em 21 de Maio de 1900. Falecido em 8 de Abril de 1966. Casado com a Professora Márcia da Costa Santos. Com Geração.

5. THEREZA DE JESUS MARIA VIEIRA FEREIRA. Nascida em 22 de Julho de 1901, em Barra Mansa. Falecida em 2 de Fevereiro de 1966, em Niterói. Casada, em 1919, em Nova Friburgo, com o Coronel Médico Dr. Admar Morpurgo. Com Geração.

Pequena Biografia: Dr. Admar Morpurgo nasceu em 16 de Julho de 1897, no Rio de Janeiro. Faleceu em 16 de Dezembro de 1969, filho único de Dona Antonieta César Dias e do Dr. Eduardo Morpurgo.

6. MARCO TÚLIO VIEIRA FERREIRA. Nascido em Paraíba do Sul, em 25 de Outubro de 1905. Falecido em 17 de Abril de 1939.

7. MARIA DAS DORES VIEIRA FERREIRA. Tia Mary. Nascida em Paraíba do Sul, em 10 de Novembro de 1906. Falecida no Rio de Janeiro, nos anos 80. Faleceu solteira. Sem Geração.

8. BEATRIZ VIEIRA FERREIRA. De apelido Tia Ba. Nascida em 16 de Julho de 1910, na Rua Bonfim, no Rio de Janeiro. Falecida em 1999, em Curitiba. Casada, em 1931, com o Engenheiro Fernando Nascimento Silva, nascido em 10 de Janeiro de 1905 e falecido em 13 de Julho de 1967, filho do Dr. Ernesto Nascimento Silva e de Dona Alda Campos, portuguesa do Porto. Com Geração.

Pequena Biografia: Fernando era Engenheiro, nasceu em 10 de Janeiro de 1906 e faleceu em 13 de Julho de 1967, no Rio de Janeiro. Passou a infância na Rua Afonso Pena, na Tijuca. Estudou no Colégio Pedro II e cursou Engenharia na Escola Politécnica, formando-se em 1929. Dedicou-se ao magistério em diversas instituições de ensino sendo docente da cadeira de Geologia da Escola Nacional de Engenharia. Ingressou a seguir no quadro técnico do antigo Distrito Federal, tendo a oportunidade de pesquisar a formação geológica da terra da Guanabara, sua grande paixão! Responsável pela reedição do livro “Rio de Janeiro em seus 400 Anos”. Deixou numerosos trabalhos de natureza científica e literária em folhetos, revistas técnicas e periódicos diversos. Autor do Romance Histórico “O Homem que queria Matar o Vice-Rei”. Deu nome à Rua Engenheiro Fernando Nascimento Silva, em Laranjeiras. (Fernando Ernesto Nascimento Silva)

9. AFONSO JÚLIO VIEIRA FERREIRA, Funcionário dos Correios e Telégrafos. Nascido em Nova Friburgo, em 12 de Março de 1913. Falecido no final dos anos 90, com mais de 80 anos. Casado com Mair Beque, funcionária dos Correios. Sem Geração.


Pesquisa
Anamaria Nunes

Fotos Antigas:
Acervo Nieta Morpurgo




sábado, 1 de janeiro de 2011

RODRIGUES CHAVES

Duas Vezes Meus Avós

1. Por Maria Rodrigues da Silva, casada com o Capitão José de Miranda Ramalho:
Foram meus 6º Avós

DESCENDÊNCIA
Pais de Maria Rodrigues da Silva
Avós de Antonio José de Miranda
Bisavós de Affonso Júlio de Miranda
Terceiros Avós de Honorina Pereira Nunes de Miranda
Quartos Avós de Joaquim Vieira Ferreira Neto
Quintos Avós de José Bento Vieira Ferreira
Sextos Avós de Anamaria Nunes Vieira Ferreira

2. Pelo Capitão Joaquim Rodrigues Chaves, casado com Rosa Maria de Jesus foram meus 7º Avós:

DESCENDÊNCIA
Pais de Joaquim Rodrigues Chaves
Avós de Maria Rita de Jesus Xavier
Bisavós de Maria José de Cortona
Terceiros Avós de Affonso Júlio de Miranda
Quartos Avós de Honorina Pereira Nunes de Miranda
Quintos Avós de Joaquim Vieira Ferreira Netto
Sextos Avós de José Bento Vieira Ferreira
Sétimos Avos de Anamaria Nunes Vieira Ferreira

1. ANDRÉ RODRIGUES CHAVES. Capitão de Ordenanças da Capitania de Minas Gerais. Nascido e Batizado na Freguesia de Santa Martha de Pinho, Termo de Monte Alegre, Comarca de Chaves, Arcebispado de Braga, Portugal.

Filho de Domingos Chaves e Dona Maria Rodrigues. Neto paterno de Domingos Álvares ou Alvar.

Torre do Tombo
André Rodrigues Chaves
30/03/1797
Registo Geral de Mercês, D.Maria I, liv.28, fl.236v
Carta. Posto de Capitão de ordenanças da capitania de Minas Gerais

Fundador da Fazenda Laranjeiras, em Lagoa Dourada. Foi Testemunha no Processo de Genere do Padre Gabriel da Costa Rezende:

Sentença Civel de Justificaçam e abelitaçam a favor do Pe. Gabriel da Costa Rezende e Capm. José de Rezende Costa, outros irmaonz e sobros do Abintestado, o Pe. Joam de Rezende Costa.

“...Homem branco, natural da freguezia de Santa Martha de Pinho, termo de Monte Alegre, e de prezente morador no Arraial da Lagoa Dourada, que vive do seu negócio de fazenda seca, de idade que disse ser de cincoenta e seis annos pouco mais ou menos, testemunha de quem o dito Inqueridor deferio o juramento dos Santos Evangelhos em hum livro delles em que pos sua mam dereita sob cargo do qual lhe encarregou jurasse a verdade do que soubeçe e lhe fosse proguntado e recebido por elle o dito juramento assim o prometeu fazer e dos costumes nada disse.
E proguntado elle testemunha pello contheudo na petiçam dos justificantes ao primeiro disse que sabe por seu publico e notorio que o Reverendo Joam de Rezende Costa hera filho legitimo de Joam de Rezende Costa e de Elena Maria dos quais também sam filhos o Padre Gabriel da Costa Rezende, o Capitam José de Rezende Costa, o Alferes Manoel da Costa Rezende, o Alferes Joaquim José de Rezende, Dona Maria Elena de Jesus, Dona Elena Maria de Rezende e Dona Josefa Maria de Rezende que todos elle testemunha reconhece a mais de vinte annos desta parte e mais nam disse deste...”

Genealogia Mineira
Arthur Rezende
Volume III, 764

Residente na Lagoa Dourada, freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Prados, termo da Vila de São José, Comarca do Rio das Mortes, bispado de Mariana.

Deixou Testamento com data de 25 de Abril de 1802.

Em nome da Santíssima Trindade, Padre e Filho e Espírito, tres pessôas distinctas e hum só Deus verdadeiro; Eu, André Rodrigues Chaves, morador na Lagoa Dourada, Freguezia de Nossa Senhora da Conceição de Prados, termo da Villa de São José, Comarca do Rio das Mortes, Bispado de Marianna, filho legítimo de Domingos Chaves e minha mãi, Maria Rodrigues, já defuntos, nascido e baptizado na Freguezia de Santa Martha de Pinho, Termo do Monte Alegre, Comarca de Chaves, Arcebispado de Braga, como catholico e sempre constante nos preceitos da Santa Fé Catholica estando meio perfeito joizo que Deos Nosso Senhor foi servido darme temdome da morte e não sabendo quando Deos disporá de mim Ordeno este meo testamento pela maneira seguinte: Primeiramente encomendo a minha alma ao Padre Eterno que a Criou e o seo filho Christo Senhor Nosso que arremio com o Céu preciosíssimo Sangue que pello sua morte e paixão o queira offerecer a seo Eterno Pai e a Virgem Maria Nossa Senhora que assiste athé ahora da minha Morte pellas dores que padeceo na Paixão do seo Bendito Filho, pessa a Deos por mim e o Anjo da minha Goarda e ao Santo grande do meo Nome e a todos Santos e Santa da Corte do Séo para que intercedão e peção a Deos por mim quando minha alma deste mundo partir.

Pesso e rogo e nomeio para meus testamenteiros minha mulher Gertrudes Joaquina da Silva, em primeiro lugar, e em segundo lugar a meo filho José Rodrigues Chaves e em terceiro lugar a meo filho Joaquim Rodrigues Chaves que por servisso de Deos e por me fazerem merçê queiram ser meos testamenteiros, substituindo huns aos outros possão fazer todas as diligencias afim de cobrar e recadar todas as minhas Dívidas tanto por Creditos e por Livros e Rol e amigavelmente. Reconheço todos os meus poderes e para isso os constituo por meos bastantes Procuradores gerais com livre e geral adeministração lhes concedo meio para meos testamenteiros minha mulher Gertrudes Joaquina o tempo de quatro annos para dar contas aos Joízo e findo os quatro annos senão tiverem feito as cobranças emtão os juiz da conta lhe conceda mais dois annos e pello seo trabalho deste meo testamento percebera de Premio sem oitavas e se todos tiverem trabalho com este meo testamento repartirão o premio igoalmente pellos tres pois os dou por abandonado. Meo corpo será amortalhado em abito de minha Mãi e Senhora do Monte do Carmo e meo enterro sera pordeterminação de meo testamenteiro não será com pompas será sepultado ao pé da porta Principal que afora de qualquer capella ou Matriz onde Eu falecer os padres que Rezarem e me acompanharem dirão Missa de Corpo Prezente da Esmolla costumada e os mesmos dirão cada hum oitavario de Missas, por minha alma e tudo o mais que fizerem os meos testamenteiros dou por bom feito e si dara no dia do meu Interro quinze oitavas aos pobres conforme sua Pobreza se reporta Nossa Senhora da Conceição dos Prados dedara dez oitavas ao Santissimo Sacramento da mesma Matriz dez oitavas para as Obras da cappella de Santo Antonio da Lagôa Dourada, quarenta e duas oitavas E ao Senhor Bom Jesus de Congonhas do Campo se dara doze oitavas para as suas Obras E ao Senhor Bom Jesus da Lagoa Dourada se dara dez oitavas para as suas Obras e a Minha Mãe Santíssima do Carmo, da Villa de São João se dara trinta oitavas Se dara para cada Altar da capella de Santo Antonio da Lagoa Dourada Sinco oitavas e a Albina exposta em minha casa sede quarenta e duas oitavas A quiteria mulher de Manoel Rodrigues Teixeira sede dez oitavas a meo filho Antonio para ajuda delle se ordenar deixo duzentos mil réis e senão seordenar se reparta igualmente por tres elle dito Antonio Manoel Severino todos esses meos filhos sedara As minhas Netas filha de minha filha Maria huma por nome Maria e aoutra por nome Anna acada huma trinta oitavas e a minha Neta filha de José Ferreira por nome Maria sedara trinta oitavas. As filhas de João Francisco doArte se dara a cada huma cinco oitavas e A meo Affilhado e Neto Joaquim filho da minha dita filha Maria selhede vinte e cinco oitavas e a José filho da mesma Maria sede quinze oitavas. A minha Escrava Josefa Crioula selhede dez oitavas. A minha Escrava Anna Crioulla sede dez oitavas. A minha Afilhada filha de João Luiz de Barros, por nome Rosa, sede vinte oitavas e sedara vinte oitavas igoalmente com os filhos de Antonio da Silva Vianna a Nosso Senhor dos Passos da Capella da Lagoa Dourada. Deixo trezentas Missas que se digão e apliquem conforme aminha tenção deixo mais quatro sentas que se digão conforme a minha tenção. Deixo mais vinte e cinco pellas almas conforme minha tenção deixomais trezentas equarenta equatro que se digão e apliquem conforme minha tenção e todas essas Missas serão da Esmolla de trezentos e vinte reis que todas ellas assima ditas somem em mil e noventa e nove e não havendo quem a diga sedirão na cidade do Rio de Janeiro, no Convento de Santo Antonio E não podendo ser neste seja no Convento da minha Mãi do Monte do Carmo e com Sertidão que della vier eque junto estejão ditas o joiz da conta levara em conta E nocaso que Deos Nosso Senhor medevida e mande fazer algumas Disposiçõis deste meo Testamento e husandosse alguma certidão da Matriz ou Recibo de Esmollas que Eu tenha cumprido em minha vida quero e he minha vontade e que seleve em conta nas disposiçõis assima declaradas constando as ditas Gertidois que he conforme minha tenção E sendo appresentada pellos meos testamenteiros tanto de Missas como de Esmollas o Jois da Conta não podera duvidar em levar em conta aos meos testamenteiros nas disposiçõis assima Como tambem quero sediga mais dez Missas em Altar priviligiado appresentando tambem os ditos meos testamenteiros que Eu em minha vida as mandei dizer apresenttandocertidão se leve em conta As Esmollas que Eu deixo nesse meo testamento Apresento hua certidão de meo Reverendo Vigario em que todas estão pagas e satisfeitas das Esmollas que Eu deixo assima o Joiz da Conta aceitara a Certidão do Reverendo Vigario sem mais documento Algum e não serão meus Testamenteiros mais obrigados a apprezentar mais documentos Algum e Joízo pois assim he minha vontade que se cumpra E todas essas disposiçõis assima sefarão da minha Terça e todos os Remanescentes da Minha Terça deixo aminha Mulher Gertrudes Joaquina da Silva e esta he minha ultima vontade e quero que se cumpra por verdade do referido mandei fazer este e tambem por verdade do Referido mandei fazer este e tambem por mim assinado.

Hoje, Lagoa Dourada, vinte e sinco de abril de 18sentos e dois annos e Eu que este fiz arrogo do Sobredito José de Miranda Ramos, André Rodrigues Chaves. De claro que tenho nove filhos quatro Machos e cinco fêmeas era ut supra André Rodrigues Chaves.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende
Volume IV - Páginas 295 a 297

Casado, em 21 de Outubro de 1771, na Capela de Santa Ana, do Barroso, filial da Matriz de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo, com Dona GERTRUDES JOAQUINA DA SILVA.

Certidão de Casamento
Certifico que revendo o Livro de Casamentos da Freguezia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, entre os annos de 1752 à 1781, do Arquivo da Cúria Metropolitana de Mariana, às fls. 137 v. encontrei o registro do seguinte teor: “André com Gertrudes – Aos vinte, e hum de Outubro de mil, e setecentos, e setenta, e hum na Capella de S. Anna, do Barroso, filial desta Matriz de N. Sra. da Piedade da Borda do Campo pelas onze horas do dia feitas as denunciações na forma do Sagrado Consilio e Constituição sem se descobrir impedimento algum, e com Provizão do Muito Rev. Dr. José Sobral, e Sousa Vigario da Vara desta Comarca na presença do Padre Lourenço Pinto Barbosa de Licença minha se casou em face da Igreja por palavras de presente André Rodrigues Chaves, natural e baptizado na Freguezia de S. Martha de Pinho, Termo de Monte Alegre, Comarca de Chaves, Arcebispado de Braga, com Gertrudes da Silva Mattos, natural e baptizada nesta Freguezia de N. Sra. da Piedade da Borda do Campo, e filha legitima de Thomás da Silva e de Valentina de Mattos, foram testemunhas Francisco Luiz da Cunha e Manoel Antonio de Pinho, e lhes deo as bençoens na forma do Ritual Romano, de que fiz este assento. O Coadjutor José da Costa Oliveira.”Nada mais continha o dito assentamento que copiei fielmente. Mariana, 15 de janeiro de 1990. In fide Vicarii Generalis Monsenhor Vicente Di Cascio.

Cópia fornecida pelo
Dr. Benedito Antonio Miranda Tiradentes Borges

Batizada em 5 de Abril de 1752, em Barbacena. Falecida em 28 de Novembro de 1826, em Prados.

Certidão de Batismo
Barbacena, aos 5 de Abril de 1752, no Barroso, Gertrudes, filha legítima de Thomas da Silva e Valentina de Mattos, neta paterna de Jozé de Torres e Teresa da Silva, natural de Santo Estevão d´Alfama; neta materna de Miguel Barboza e de Ursula Mendes. Padrinhos Luis Franco e Páscoa de Mattos.

Projeto Compartilhar
Bartyra Sette

Atestado de Óbito
Aos vinte e oito de Novembro de mil oitocentos e vinte e seis neste Arrayal e Freguezia de Prados falleceo com todos os Sacramentos Dona Gertrudes Joaquina da Silva, viúva do finado Capitão André Rodrigues Chaves, e no dia vinte e nove do dito mez na Capella da Lagoa Doirada filial desta Matriz de Prados emcomendada por mim, e acompanhada, e de todos os mais Sacerdotes que se acharão presentes os quaes todos dicerão missas de corpo presente e se lhe fez officio solemne: foi sepultada a porta da dita Capella da parte de fora na forma da sua disposição.

Projeto Compartilhar
Bartyra Sette

Filha de Thomaz da Silva e de Dona Valentina de Mattos. Neta paterna de José de Torres e de Dona Teresa da Silva. Neta materna de Miguel Barbosa e de Dona Úrsula Mendes.

Bisneta paterna de Manoel Soares e Inês Arouche. Bisneta materna de Antonio de Matos e de Dona Maria Costa. De Manoel Mendes de Sousa e de Dona Páscoa da Silva. Terceira neta materna de Domingos Cabral de Sousa e Ursula Mendes, a Velha. De Fernando Rocha e Antonia Corrêa. Quarta neta materna de Manoel de Sousa e Maria Cabral de Mello. Quinta neta materna de Fernando Cabral de Melo e Sebastiana Cabral. Sexta neta materna de Gonçalo Carvalho da Câmara e Helena Fernandes de Melo. De Aleixo Manoel, o Moço, e Isabel Cabral. Sétima neta materna de Aleixo Manoel Albernaz e Francisca da Costa Homem. Oitava neta materna de Fuão Albernaz e... Faria. De Jordão Homem da Costa e Apolônia Domingues.

Citada em diversos documentos genealógicos como Gertrudes Joaquina da Silva, encontramos em sua certidão de Casamento o nome Gertrudes da Silva Mattos. Em seu Testamento, assina-se Gertrudes Joaquina, da Sa. Thomaz de S. Fraga.

Testamento com data de 24 de Maio de 1825.

Fez seu solemne testamento cujo theor é o seguinte: Em nome de Ds. Amen. Eu D. Gertrudes Joaquina da Sa. Abaixo assignada, natural e batizada na Frga. de Barbacena, filha legítima de Valentina de Mattos e Thomaz da Silva assistente na applicação de Lagoa Doirada, Frega de Prados Comarca do Rio das Mortes.

Estando com pouca saúde mas andando de pé, e com perfeito juízo, como verdadra. Catholica, e constante nos preceitos da Sta. Fé ordeno este meu Testameto. pella maneira segte. Nomeio pr. meus testamtros. em primeiro lugar a meu filho o Vigro. Anto. Roiz Chaves, em segdo meu filho Manoel Roiz Chaves, em terceiro lugar meu filho Severino Roiz Chaves; aos quaes todos hei pr. abonados, e constituo por meus procuradores, e administradores pa. disporem, e praticarem quto. for a bem deste testamto. E minha ultima vonte. pa. o q.´lhes concedo todos os meus poderes gerais, e especiais permetidos em direito: e ao que acceitar lhe deixo de premio pello seo trabalho, livre toda despeza duzentos mil reis; e o tempo de seis annos pa. dar contas em Juizo. Meu corpo será involto em habito da Snra. do Monte do Carmo será sepultado no sepulcro, em q.´jas o corpo de meu fallecido marido: e as exequias, funerais serão a arbitrio de meus testamtros. q.´ellegerem, bem como sette oitavarios sucessivos pr. ma. Alma; e cada hum dos Rdos. Sacerdotes nos dias, em q.´celebrarem estas Missas rezarão privadamente hum offo. de defuntos pr ma alma, e haverão de esmolla por cada huma oitocentos reis.

Declaro que fui cazada com o Capm. André Roiz Chaves, de cujo Matrimônio tivemos os segtes filhos Joze, Joaqm, Manoel, Antonio, Severino, Maria, Valentina, Vicencia e Antonia. Se repartão aos pobres, conforme suas necessidades a quantia de doze mil reis. Deixo a Antonio, e Franco, meos netos, filhos do Capm. José Ferrera de Soiza pa. se ordenarem a cada hum cincoenta mil reis pa adjutorio de se ordenarem, e cazo o não fação sejão applicaveis pa suas Irmãs solteira. Deixo trinta mil reis pa as obras, ou ornato da Capella de ma applicação. Deixo quarenta mil reis ao meu pro. testamenteiro nomeado pa as obras do SS. Sacramento de ma Matriz, q.´elle tem tenção fazer. Que se digão pr ma alma quatro centas Missas. Mais cem pr alma do fallecido meo marido. Outras cem por alma dt meus Pais e Irmaons. Quarenta por alma de meus escravos. Mais cem pellas almas do Purgatório. Declaro que aparecendo certidoens ou documentos de suffragios ou esmollas q.´eu tenha feito em ma vida se levem em conta ao meu testamtro. Deixo forros e libertas as duas escravas Anna parda e Luciana cabra, pellos bons serviços q.´me feito. Declaro que deixo ao pro. testamentro. nomeando os escravos segtes Marcelino, pardo, e Franco, alfaiate, e as escravas Vicencia filha de Franco, alfaiate, Valentina, e Lucia, filhas do Marcelino pardas pr confiar q.´elle os hade tratar com caridade, bem como Candida cabra, Irmã das mesmas. Declaro que meus herdeiros a exceção do pro. nomeado testamtro receberão as heranças q.´lhes cobe pella parte Paterna, e o do meu pro testamenteiro pr. q.´sempre viveo unido comigo, prestando-se,e concorrendo com o arranjo de ma caza, e tão desentereçadamente q.´tendo socorrido aos encargos de ma familia nunca pedio satisfação alguma; por isso e gratidão a seo affeto lhe deixo em remuneração aquelles escravos; bem como o instituo herdeiro dos remanescentes de ma terça, depois de cumpridos os meus legados. Declaro que se paguem as dividas das Irmandades q.´ constar eu deva, e todas as mais q.´forem verdadeiras as cusas do monte por serem contrahidas em beneficio delle. E por ser esta a ma ultima conte, revogo outro qualquer testamento anterior a este, e pesso as Justiças de hum, e outro foro, fação inteiramente cumprir e guardar esta ma ultima vontade e se faltar alguma clausula ou clausulas precisas pa a sua validade as hei por declaradas: e por ser verdade pedi a Thomaz de Sa Fraga q.´este fizesse e como testemunha se assignasse, e assignando-me eu com o meu nome de q.´uso depois deste me ser lido e estar conforme eu ditei, e a ma vontade. Arrayal de Prados, vinte e quatro de Maio de mil oitocentos e vinte e cinco annos. Gertrudes Joaquina, da Sa. Thomaz de S. Fraga. Nada mais continha o dito testamento q.´aqui fielmente copiei do proprio original a q.´me reporto: e so se seguia a approvação, que aqui não descrevo pr não ser necessario: e para constar fiz este assento, que assignei. O Coadjor. João Roiz de Mello.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende
Volume IV - Página 298 e 299

No Inventário de Dona Maria Teixeira de Carvalho, minha 6º Avó, é informado que a fazenda denominada o Capão Seco (...) de uma parte se divide com o Capitão Joaquim de Miranda Ramalho e com o Desembargador Estevão Ribeiro de Resende, e com Dona Gertrudes Joaquina da Silva.

Apresentou Escritura de Perdão para o escravo Valério Crioulo, de propriedade de Manoel Antonio da Silva, que feriu João, um seu escravo:

Embora largamente utilizada, a carta de seguro não foi acessível a todos. Valério crioulo e João na Vila São José estiveram presentes nos autos com “Sentença de 31 de agosto de 1821”.

Estes autos retratam as dificuldades com a justiça enfrentadas por “Manoel Antônio da Silva por cabeça de seu escravo Valério Crioulo preso na Cadeia desta Vila” porque estivera sem carta de seguro.21No ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e vinte e um aos vinte e três dias do mês de julho na Vila de São José, Minas, Comarca do Rio das Mortes, Valério crioulo“estava preso na cadeia (desta) Vila”. Seu requerimento e escritura foram despachados pelo Capitão Manoel, “Juiz Ordinário nesta mesma Vila e seu termo”: “Requerimendo-me que lho autuasse e lho aceitasse tanto quanto foi obrigado em razão de meo oficio me desse o inteiro cumprimento de Justiça o qual era para o efeito de ser contemplado o mesmo escravo prezo no Indulto e graça concedida por sua majestade Fidelíssima que Deos guarde o Senhor Dom João Sexto Rey do Reino Unido de Portugal, Brazil e Algarves e ...o qual me ser distribuí do tanto quanto sou obrigado em razão do meo oficio...”

O Juiz Ordinário da Vila de São José deixou bem claro que deveria fazer cumprir a lei, em razão de seu ofício, sugerindo que a situação para aquele escravo podia destoar do corrente para outros escravos envolvidos em arengas de seus senhores. Valério Crioulo estava preso e, por ele, Manoel requeria o perdão, despachado com o “sim” e registrado com o “seja servido assim mandar”:

“Diz Manoel Antonio da Silva por cabeça de seu escravo Valério Crioulo, preso na cadeia desta Vila a perto de dois anos pela culpa que lhe resultou da huma devassa tirada pelos pequenos ferimentos feitos em hum escravo de nome João pertencente a D. Gertrudes Joaquina da Silva e como esta conhecendo a inocência do dito Valério lhe deu escritura de perdão junta e escripta e com... esta nas circunstâncias de se aproveitar da graça concedida pela Sua Majestade no decreto do dia 17 de abril deste corrente ano de 1821 pelo feliz nascimento do Sereníssimo Príncipe da Beira requer a V M seja servido mandar que junta esta aos respectivos autos se fasam com observação para se deferirem na forma do mesmo decreto.”

Tudo estaria pronto se o direito das partes não fosse tão considerado. O perdão concedido pelo indulto régio, só podia ser aproveitado por Valério crioulo, preso, se ele também conseguisse o perdão da parte. O fato ainda se manifesta mais extensivo porque o perdão ainda deveria advir da senhora do escravo João. A extensa escritura do perdão que deu Dona Gertrudes Joaquina da Silva a Valério crioulo escravo de Manoel Antônio da Silva revela a simbiose entre a matriz doutrinária e o controle que a realeza possuía sobre os custos da justiça.

Além disso, Dona Gertrudes exigiu que o meirinho fosse até sua casa, pois “lhe custava muito deslocar-se”, moradora na fazenda da Mutuca,termo desta Vila de São José, Minas, Comarca do Rio das Mortes.

Ela dizia que: “para poder fazer uma Escritura de Perdão que dá a Valério crioulo escravo Manoel Antônio da Silva” é preciso a suplicante vir a esta Vila como não pode fazer por ser uma viúva honesta incomodá-la... por isso requerer vossa mercê se sirva mandar por qualquer oficial de Justiça ou Vintena lhe tome por termo a procuração para o mesmo fim para por bem dela se poder lavrar a Escritura de Perdão.” (...)

Lei, Matriz Doutrinária e Escravidão: Minas Gerais, Comarca do Rio das Mortes 1800 – 1831
Maria Lúcia Resende Chaves Teixeira

Em 1821, vivia na Fazenda da Mutuca, na Vila de São José, em estado de viúva.

Foram Pais de

1.1 José Rodrigues Chaves. Capitão. Nascido na Capella de Santo Antonio da Lagoa Dourada, da Freguezia de Prados, termo da Vila de São José, Comarca do Rio das Mortes. Falecido em 17 de Setembro de 1828. Fundador de São José dos Calçados, no Espírito Santo, ao lado de José Dutra Nicacio, José Lino da Silveira e José Francisco Furtado de Mello. Fundador da Fazenda Laranjeiras, em Lagoa Dourada. Testamento: Com data de 15 de Julho de 1828. O capm. José Rodrigues Chaves nasceu na Capella de Santo Antonio da Lagoa Dourada, da freguezia de Prados, termo da Villa de S. José, comarca do Rio das Mortes, filho legítimo do Capm. André Rodrigues Chaves e de D. Gertrudes Joaquina da Silva, morador no logar chamado “Sítio das Laranjeiras”. Foi casado com Dona Maria Josepha de Jesus, de cujo matrimônio tiveram onze filhos. Seu testamento foi escripto por Manoel José da Silva, da forma seguinte: nomeia, para seus testamenteiros, em primeiro logar, a seu filho João Rodrigues Chaves, em segundo a seu irmão Severino Rodrigues Chaves, em terceiro a seu cunhado, o Capm. José Ferreira. Declara que tem uma mulatinha de nome Onorica, a qual seja forra e liberta, deixando-lhe cem mil réis para quando se casar; deixa a sua filha, Maria, duzentos mil reis da sua terça; determina que sejam ditas cem missas em suffragio às almas de seus paes; seu corpo será envolto no habito de Senhora do Carmo e sepultado na Capella mais visinha do seu fallecimento e acompanhado pelo capelão do logar, institue um legado de cem mil reis ao testamenteiro, ficando o mesmo obrigado a dar contas da testamentaria no prazo de treis annos. Seu testamento foi aprovado no anno de 1828 em 17 de Julho e feito em 15 do mesmo mez e anno. O tabellião que fez a approvação era então José Gonçalves de Moura e como testemunhas figuram Antonio Teixeira, Antonio José (...), Antonio Fernandes, João Nunes Duarte, Felisardo Rodrigues. Em 8 de Setembro de 1828, em Lagoa Dourada, foi entregue ao vigario Antonio Rodrigues Chaves o testamento do capm. José Rodrigues Chaves para ser aberto. Registrado em S. João em 13 de outubro do mesmo anno. (Transcrito por Edriana Nolasco a meu pedido). É possível que fosse amante da escrava Onorica: Declara que tem uma mulatinha de nome Onorica, a qual seja forra e liberta, deixando-lhe cem mil réis para quando se casar... Deixou Testamento com data de 15 de Julho de 1828: Fls. 12: Testamento: Em nome da Santíssima Trindade Padre Filho e Espírito Santo. Eu o Capitão José Rodrigues Chaves fui nascido na Capela de Santo Antonio da Lagoa Dourada Freguesia de Prados Termo da Vila de São José Comarca do Rio das Mortes, filho legítimo do Capitão André Rodrigues Chaves e de Dona Gertrudes Joaquina da Silva e sou morador no lugar chamado as Laranjeiras e sou casado com Dona Maria Josefa de Jesus de cujo matrimônio temos até o presente onze filhos, e me acho doente de cama de moléstia que Deus foi servido dar-me estando em meu juízo perfeito determino a Manoel José da Silva escrever este meu Testamento na forma seguinte: Nomeio para meus Testamenteiros em primeiro lugar a meu filho João Rodrigues Chaves e em segundo lugar a meu irmão Severino Rodrigues Chaves e em terceiro a meu cunhado o Capitão José Ferreira (...). A minha filha Maria se dará da minha terça duzentos mil réis (...) O meu corpo será envolto no Hábito da Senhora do Carmo e sepultado na Capela mais vizinha do meu falecimento, e acompanhado pelo Capelão do lugar e sepultado dentro (...). Laranjeiras 15 de Julho de 1828. José Rodrigues Chaves. Inventário: Com data de 1828. Museu Regional de São João del Rei. Tipo de Documento: Inventário. Ano: 1828 - Caixa: 486. Inventariado: Capitão José Rodrigues Chaves. Inventariante: Maria Josefa de Jesus. Local: São José. Nº de Páginas: 140. Transcrito por: Edriana Aparecida Nolasco a pedido de Regina Junqueira: Fls. 01: Inventário dos bens que ficaram por falecimento do Capitão José Rodrigues Chaves de quem é Inventariante a viúva sua mulher Dona Maria Josefa de Jesus e de quem é Testamenteiro seu filho João Rodrigues Chaves. Data: 24-11-1828. Local: Fazenda denominada as Laranjeiras da Vila de São José, Minas e Comarca do Rio das Mortes, em casas de morada do falecido Capitão José Rodrigues Chaves. Fls. 02 – Declaração: Que o falecido marido fora natural da Lagoa Dourada da Freguesia do Arraial de Prados deste Termo, filho legítimo do Capitão André Rodrigues Chaves e de Dona Gertrudes Joaquina da Silva, ambos já falecidos e que o seu finado marido falecera aos oito dias do mês de setembro de mil oitocentos e vinte e oito com o seu solene Testamento, e que somente fora casado com ela Inventariante (...). Filhos: 1- Dona Francisca de Paula Rodrigues, casada com Eugênio José Pires; 2- João Rodrigues Chaves, casado; 3- Dona Maria Antonia, solteira, de idade de vinte e dois anos; 4- José Rodrigues Chaves, solteiro, de idade de vinte anos; 5- Dona Ana Gertrudes Joaquina, solteira, de idade de dezesseis anos, aliás Gertrudes Joaquina; 6- André Rodrigues Chaves, de idade de quatorze anos; 7- Dona Joaquina Theresa, de idade de doze anos; 8- Dona Rosa Maria, de idade de dez anos; 9- Dona Antonia Rita, solteira, de idade de oito anos; 10- Antonio Rodrigues Chaves, de idade de seis anos; 11- Joaquim Rodrigues Chaves, de idade de cinco anos. Fls. 05v.: Bens de Raiz: Assim mais uma morada de casas coberta de telha sita na Fazenda, assoalhada e assobradada, com seu quintal com várias árvores de espinhos e mais arvoredos, cercado parte de pedra e parte de madeira com seus currais cercado de pedra, paiol coberto de telha, senzalas cobertas de telha, moinho coberto de telha, monjolo coberto de capim, rego de água: 500$000 - uma fazenda denominada a Laranjeiras que se compõem de terras de cultura e campos de criar e seus logradouros 3:596$000 - morada de casas sitas no Arraial de Prados coberta de telha, com seu quintal: 70$000 - uma porção de terras e águas minerais e outra porção de terras de cultura que lhe pertencem do inventário de sua finada sogra Dona Gertrudes Joaquina da Silva 230$751. Fls. 12v : Abertura: Certifico que no dia de hoje me foi entregue este Testamento com que faleceu o Testador José Rodrigues Chaves (...) aos oito de setembro de mil oitocentos e vinte e oito (...). Fls. 13v.: Procuração: Procuradores Nomeados: Advogado Reverendo João Ferreira Leite; Manoel Jacinto Cardoso. Data: 13-10-1828. Local: Vila de São João del Rei. Que Faz: João Rodrigues Chaves (filho do inventariado) Fls. 16: Procuração: Procuradores Nomeados: Rufino Lopes da Silva; Alferes Antonio Pinto Correa. Data: 20-03-1829. Local: Vila de São José. Que Faz: a viúva Dona Maria Josefa de Jesus. Fls. 17: Procuração: Procuradores Nomeados: José Joaquim de Santana, Rufino Lopes da Silva, Alferes Antonio Pinto Correa. Data: 20-03-1829. Local: Vila de São José. Que Faz: Eugênio José Pires (genro do inventariado). Monte Mor - 13:335$091. Fls. 59: Certifico que revendo o Livro 7º findo que serviu dos Assentos dos Batizados desta freguesia nele a f. 308v. se acha o do teor seguinte: Aos vinte e oito de maio de mil oitocentos e nove na Capela da Lagoa Dourada filial desta Matriz de Prados o Reverendo Capelão Matheos José de Macedo batizou e pôs os santos óleos a José, inocente, filho legítimo de José Rodrigues Chaves e Maria Josefa de Jesus. Foram padrinhos o Padre Antonio Rodrigues Chaves e Dona Maria de Jesus mulher de Joaquim Rodrigues Chaves, todos desta Freguesia. Fls. 62: Dizem João José de Miranda e sua mulher Dona Maria Antonia Rodrigues que falecendo seus pais o Capitão José Rodrigues Chaves e sua mulher Dona Maria Josefa de Jesus (...).Fls. 68: Procuração: Procuradores Nomeados: a seus maridos José Rodrigues Chaves e Manoel Pereira de Azevedo. Data: 17-04-1841. Local: Fazenda das Laranjeiras, Freguesia da Lagoa Dourada Termo da Vila de São José Minas e Comarca do Rio das Mortes em casas de morada de Eugênio José Pires. Que Fazem: Dona Maria Joaquina de Miranda, casada com José Rodrigues Chaves; e Dona Gertrudes Joaquina da Silva, casada com Manoel Pereira de Azevedo. Casado com Dona Maria Josefa de Jesus, filha de Francisco José Ferreira de Sousa e Antonia Rita de Jesus Xavier, meus 7º Avós. Com Geração.

1.2 Joaquim Rodrigues Chaves, que segue.

1.3 Manoel Rodrigues Chaves. Tenente Coronel. Nascido em 15 de Abril de 1785. Foi batizado na Capela de Santo Antonio da Lagoa Dourada pelo Padre Matheus José de Macenedo, em 16 de Novembro de 1789, sendo padrinho o Reverendo Manoel Luiz Affonso. Falecido em 23 de Abril de 1877. Em 1844, foi Inventariante de seu irmão Vigário Antonio Rodrigues Chaves. No Censo de Lagoa Dourada, em 1831, aparece como Chefe do Fogo 48: 48. Manoel Rodrigues Chaves - chefe do fogo - masculino branca - 42 – negociante. Thereza de Jesus cônjuge feminino branca, 40. Antonio Rodriguez dependente masculino branca, 20 tropeiro. Francisco Rodriguez dependente masculino branca. 18 tropeiro. Manoel Rodriguez dependente masculino branco 16, feitor. André Rodriguez Chaves dependente masculino branca, 15. Cipriano Rodriguez dependente masculino branca, 11. Pedro Rodriguez dependente masculino branca, 9. Estevão Rodriguez dependente masculino branca, 7. Valentim Rodriguez dependente masculino branca, 6. Grinaldo Rodriguez dependente masculino branca, 3. Maria Thereza Rodriguez dependente feminino branca, 13. Gertrudes dependente feminino branca, 5. 35 escravos (Projeto Compartilhar - Moacyr Villela). Citado como subscritor do livro “Compêndio da História do Brasil” de José Ignácio de Abreu e Lima, que contém diversos mineiros. 1844. Casado, em 1ª Núpcias, com Thereza Maria de Jesus Xavier, filha de Francisco José Ferreira de Sousa e Antonia Rita de Jesus Xavier, meus 7º Avós. Com Geração. Casado em 2ª Núpcias com Antonia Rita de Jesus Xavier, sua ex-cunhada. Sem Geração. Casado em 3ª Núpcias com Maria Augusta da Silva, sobrinha de Tiradentes. Com Geração.

1.4 Antonio Rodrigues Chaves. Padre. Falecido em 29 de Setembro de 1844. Fundador da Paróquia de Santo Antonio da Lagoa Dourada e seu primeiro Vigário. Presidente da Câmara Municipal de São João Del Rei. Deixou Testamento com data de 2 de Maio de 1842. Museu de São João Del Rei. Ano 1851 - Caixa 25. Testador: Padre Antonio Rodrigues Chaves. Testamenteiro: Tenente Coronel Manoel Rodrigues Chaves. Local: São José Del Rei. Em nome de Deus. Amém. Eu, o Padre Antonio Rodrigues Chaves, natural, batizado e morador na Lagoa Dourada, filho legítimo do Capitão André Rodrigues Chaves e de Dona Gertrudes Joaquina da Silva, já falecidos, em estado de saúde e perfeito juízo, temendo-me da morte ordeno meu Testamento na forma seguinte: Encomendo a minha alma a Deus meu criador e lhes rogo de a receber em sua misericórdia. Sou Vigário colado nesta Freguesia de Lagoa Dourada e sempre fui solteiro, e não tenho parentes ascendentes ou legítimos descendentes. Serei sepultado de porta principal da Matriz na parte onde é a sepultura de meus pais, podendo ser comodamente caso eu faleça em outro lugar, e se dirá Missa de corpo presente e o funeral à eleição de meu Testamenteiro que mandará dizer sete oitavas de Missas pela minha alma e repartirá pelos pobres cinqüenta mil réis em esmola de trezentos vinte réis a cada um ou mais conforme sua necessidade e a sua eleição. Nomeio por meus Testamenteiros em primeiro lugar a meu Irmão Manoel Rodrigues Chaves, em segundo a meus sobrinhos Antonio Rodrigues da Silva Chaves e em terceiro a Francisco Rodrigues Chaves e lhes rogo sejam meus Testamenteiros, benfeitores e procuradores sucedendo um e outro e terá de prêmio o que aceitar esta testamentaria duzentos mil réis e quatro anos para a conta em juízo e se for preciso por qualquer motivo então dará contas em dois anos e a todos os hei por abonados. Se dirão duzentas missas por minha alma de meus pais e parentes conforme minha intenção, e cento e cinqüenta por algumas intenções ou obrigações que devo de justiça ou caridade. Deixo a cada sobrinho filho de meu Irmão e Primeiro Testamenteiro cinqüenta mil réis. A Antonio, filho de meu sobrinho Manoel Rodrigues e a Maria Theresa, filha de Antonio Rodrigues da Silva Chaves e Maria, filha de José Francisco da Fonseca, todos sobrinhos e afilhados a cada um quarenta mil réis. Assim filhos de meu primo Thomás da Silva Fraga, a cada um trinta mil réis. A Nossa Senhora do Carmo desta Matriz deixo quatrocentos mil réis e cumpra as obras da Matriz. Deixo a minha afilhada Ana Ignacia filha do falecido Viana cinqüenta mil réis. Deixo forros os escravos Flávio crioulo e sua mulher Vicência - Joaquim e Valenti, pardos – e logo que eu falecer meu testamenteiro lhes passarão carta de liberdade. Declaro que não tenho herdeiros legítimos como acima disse e nomeio e instituo por meus universais herdeiros que instituo neste Testamento a Ana Joaquina de Jesus, a Valentina Joaquina de Jesus, a Joaquim Rodrigues de Paula Chaves e a Gertrudes Joaquina de Jesus, todos filhos de Gertrudes Maria de Jesus, moradores desta Freguesia e rogo a meus Testamenteiros qualquer que aceite lhes dêem toda a proteção e lhes entregue logo o sítio e terras da Mutuca com todos os animais que lá se acharem. Declaro que sendo sócio com o dito meu Irmão em terras de cultura e lavras para evitar dúvidas futuras, querendo ele poderá ceder aos ditos meus herdeiros a parte de campos que comprou a Antonio José da Costa e ficar com a terça parte de campos e cultura que tenho nas terras da mata como consta do Inventário de nossa mãe, voltando aos ditos que for junto em campos ou cultura que lhe seja mais tomada, contanto que seja unida da dita Mutuca, isto mesmo querendo poderá fazer respeito as Lavras trocando a parte que tive no Brumado, uns guapiaras para ficar com todas as terras minerais aqui da Lagoa voltando o que for justo conforme a avaliação. Meu Testamenteiro em quem sempre achei fidelidade pouco mais ou menos as mãos (...) e pagará ali quando ainda lhe fiquei devendo e a outro qualquer sendo verdadeira a dívida e verá no meu Livro de razão alguma coisa que eu devo cumprir e guiar se por ele a esse respeito. Feita a terça nos meus bens com ela se cumprirá minhas disposições e do restante instituto herdeiro ao dito meu Irmão primeiro Testamenteiro caso ele não exista serão herdeiros destes remanescentes sua mulher e filhos, minha cunhada e sobrinhos, as duas partes de meus bens serão como disse dos meus quatro herdeiros, que reconheço filhos e por isso é que nesta testamentaria as instituo e rogo as Justiças (...) o façam cumprir e guardar e revogo outro qualquer anterior testamento e é esta minha última vontade e por isso o escrevi e assinei. Lagoa Dourada, 2 de Maio de 1842. O Vigário Antônio Rodrigues Chaves. Fls 6v. Abertura: Aos vinte e nove dias de mês de setembro de 1844 (...) me foi apresentado este Testamento com que faleeceu o Vigário Antônio Rodrigues Chaves (...) (Transcrição Edriana Nolasco – a meu pedido). Inventário com data de 1844: Fls. 1: Inventário dos bens que ficaram por falecimento do Reverendo Vigário Antonio Rodrigues Chaves de quem é Testamenteiro e Inventariante o Tenente Coronel Manoel Rodrigues Chaves. Data: 14 de Outubro de 1844. Local: Vila de São José. Fls. 10: Declaração: (...) O Testador falecera aos vinte e nove dias do mês de setembro do corrente ano de mil oitocentos e quarenta e quatro, com solene Testamento em o qual declarou quatro filhos naturais: 1. Dona Ana Joaquina de Jesus, com onze anos; 2. Dona Valentina Joaquina, com nove anos; 3. Dona Joaquina Gertrudes de Jesus, com quatro anos; 4. Joaquim Rodrigues de Paula, com seis anos. Fls. 13v: Bens: Escravos em número de 30. Bens de Raiz: A terça parte do valor dos campos e matos do sítio do Retiro - 706$666; - a Fazenda da Mutuca que se compõe de campos de criar e capões e várias restingas que divide de uma parte com os Bernardes e por outra com Manoel José da Costa e com o mesmo sítio do Retiro - 1:374$000; - o terreiro, casas, quintais e mais benfeitorias tudo conforme se acha descrito no Inventário que se fez da falecida Dona Gertrudes - 400$000; - as terras de cultura do seu Patrimônio com plantas de milho, todas em boas circunstâncias - 1:440$000; - capoeiras no lugar chamado Engenho Velho compradas a Joaquim Rodrigues Chaves - 420$000; - terras minerais da Lagoa e Mutuca como consta do Inventário da falecida sua mãe Dona Gertrudes Joaquina da Silva - uma morada de casas de sobrado sitas neste Arraial ao pé da Matriz em terras dele Inventariante, sem fundos, com cozinha e pátios e outros cômodos, e ainda em parte por acabar - 900$000; - uma parte de terras de cultura pertencente ao mesmo falecido Vigário que lhe coube na terça de sua falecida mãe - 1:000$000; -umas datas de terras e uma lavra velha sem uso que foi da falecida Dona Hipólita Maria Jacinta que o dito comprou conjuntamente com seu irmão Manoel Rodrigues Chaves - 100$000; - uma parte de mineração que o dito falecido comprou do falecido Francisco José Vieira - 20$000. Fls. 65: Auto de Partilha. Monte Mor: 21:890$000. Líquido: 15:878$165. P/cada herdeiro: 2:646$361. Fls. 160: Procuração: Que faz: O coronel Manoel Rodrigues Chaves - Data: 28 de Julho de 1846 -Local: Lagoa Dourada - Procurador Nomeado: Seu filho Francisco Rodrigues Chaves (sobrinho do Testador e Inventariado). Fls. 100: Diz o Coronel Manoel Rodrigues Chaves, Tutor dos órfãos filhos do falecido seu irmão o Vigário Antonio Rodrigues Chaves que ele suplicante quer dar contas (...) Fls. 101: Auto de Conta: Data: 26 de Abril de 1847 - Local: Vila de São José. Da Órfã Ana: ... se acha com a idade de treze anos e que aparecendo pessoa capaz e igual que é Vicente de Paula Pinto, ele Tutor não duvidou fazê-la casar com o dito (...) Da Órfã Valentina: ... se acha com a idade de doze anos, aprendendo a ler e escrever, sendo aplicada na religião católica, vivendo em companhia dele, Tutor. Do Órfão Joaquim: ... se acha em companhia do Tutor, sendo tratado com amor e caridade segundo sua qualidade, e que se acha com a idade de nove anos estando aprendendo a ler e escrever com Mestre particular a quem ele Tutor paga (...) Da Herdeira Gertrudes: ... se acha com sete anos, vivendo em companhia dele Tutor sendo tratada da mesma maneira que já declarou. Fls. 114: Diz Vicente Ferreira de Paula Pinto que se acha casado a face da Igreja com Dona Ana Joaquina de Jesus, filha natural e declarada em Testamento pelo Reverendo Vigário Antonio Rodrigues Chaves. Fls. 115: Certifico que revendo os Assentamentos de Casamento desta Freguesia da Lagoa Dourada em um caderno se acha o teor seguinte: Aos doze de Abril de mil oitocentos e quarenta e sete o Reverendo Manoel Vieira da Cruz assistiu receberem-se em Matrimônio aos contraentes Vicente Ferreira de Paula Pinto e Ana Joaquina de Jesus Chaves e lhes conferiu as bênçãos segundo o Ritual Romano, sendo testemunhas além de outras pessoas, muitas pessoas, o Coronel Manoel Rodrigues Chaves e o Tenente Francisco Rodrigues Chaves. Nada mais se continha em o dito Assentamento, ao que me reporto e por esta me ser pedida a faço in fide Parochi. Lagoa Dourada, 13 de Setembro de 1843. O Vigário Francisco José Ferreira. Fls. 117: Auto de Contas: Data: 6 de Dezembro de 1851 - Local: Vila de São José. Da Órfã Valentina: ... se acha com a idade de dezesseis anos, pouco mais ou menos, casada com Joaquim José do Valle, pessoa sua igual (...) Do Órfão Joaquim: ... se achava com a idade de treze anos pouco mais ou menos, aprendendo a ler e escrever no que já estava bastante adiantado e que vivia em poder dele Tutor (...). Da Órfã Gertrudes: ... se achava com a idade de onze anos pouco mais ou menos, e que estava aprendendo a cozer vivendo em sua companhia (...) Fls. 131: Diz Joaquim José do Valle por cabeça de sua mulher Valentina Joaquina da Silva herdeira instituída no Testamento com que faleceu o Reverendo Vigário Antonio Rodrigues Chaves (...) Fls. 137: Diz o Coronel Manoel Rodrigues Chaves, Vicente Ferreira de Paula Pinto, Joaquim José do Valle, Joaquim Rodrigues de Paula Chaves e Gertrudes Joaquina de Jesus, aquele na qualidade de Tutor, e estes, na qualidade de herdeiros e menores, do falecido Vigário Antonio Rodrigues Chaves e igualmente herdeiros da finada Gertrudes Maria de Jesus (...) para o herdeiro Vicente Ferreira de Paula Pinto por cabeça de sua mulher Dona Ana Joaquina de Jesus Chaves as partes que tem os herdeiros Joaquim José do Valle por cabeça de sua finada mulher Dona Valentina, Joaquim e Gertrudes (...). Fls. 141: Procuração: Que fazem: Vicente Ferreira de Paula e sua mulher Dona Ana Joaquina de Jesus Data: 12 de Julho de 1854 - Local: Distrito de Santo Amaro, Freguesia do Termo da Vila de Queluz, Minas e Comarca de Ouro Preto (onde moram o casal outorgante) Procurador Nomeado: Joaquim José de Santa Ana. Fls. 145 v: Auto de Contas. Data: 27 de Julho de 1854 - Local: Vila de São José. Do Órfão Joaquim: ... se achava com a idade de quinze anos pouco mais ou menos, que já sabia ler e escrever e que vivia em companhia dele Tutor (...) Da Órfã Gertrudes: ... se achava com a idade de treze anos pouco mais ou menos, que já sabia costurar e que vivia em poder do Tutor. Fls. 151v: Auto de Contas: Data: 25 de Novembro de 1856 - Local: Vila de São José. Do Órfão Joaquim: ... se achava com a idade de dezessete para dezoito anos, sabendo ler e escrever, ocupando-se na lavoura, vivendo em poder do Tutor (...) Da Órfã Gertrudes: ... se achava casada e entregue de toda sua legítima (...) Fls. 157: Certifico que revendo os Assentos de Batizados desta Freguesia de Santo Antonio da Lagoa Dourada em o Livro a folha 48 se acha o do teor seguinte: Aos vinte de fevereiro de mil oitocentos e trinta e oito batizei solenemente e pus os santos óleos a Joaquim inocente nascido aos quatorze do mesmo mês e ano, filho de Gertrudes Maria, padrinhos José Ferreira da Fonseca e sua mulher Dona Maria Theresa de Jesus e para constar faço este. O Coadjutor Francisco José Ferreira. Nada mais constava o dito Assento a que me reporto, e copiei do próprio Livro e por esta me ser pedida a passo in fide Parochi. Lagoa Dourada, 28 de março de 1859. O Vigário Francisco José Ferreira. Fls. 158: Auto de Contas: Data: 5 de Maio de 1859 - Local: Vila de São José. Do Órfão Joaquim: ... se achava com a idade de vinte e um anos como mostrava pela certidão (...) sabendo ler e escrever, ocupando-se em negócio, e que vivia em companhia de um seu irmão... Viveu maritalmente com Dona Gertrudes Maria de Jesus (citada à fls. 157 do referido Inventário com data de auto de Contas de 1851, como falecida, e na Certidão de Batismo de seu filho Joaquim é citada sem o apelido Jesus). Na referida Certidão o nome do Vigário Antonio Rodrigues Chaves é omitido. Com Geração.

1.5 Severino Rodrigues Chaves. Capitão. Falecido em 18 de Outubro de 1857. Inventário com 7 de Novembro de 1857: Fl.1: Inventário dos bens que ficaram por falecimento do Capitão Severino Rodrigues Chaves de quem ficou viúva e inventariante, Dona Maria Rita de Mendonça. Data: 7 de Novembro de 1857. Local: Vila de São José. Fl.2: Diz Dona Maria Rita de Mendonça, viúva em segundas núpcias, do Capitão Severino Rodrigues Chaves, que falecendo este ano no dia dezoito do mês de outubro deste ano (...) deixando deste matrimônio dois filhos (...) e mais outros do primeiro matrimônio (...) faleceu sem Testamento. Fl.4: Filhos do 1º Matrimônio: 1. Honório Rodrigues Chaves, casado, Pródigo; 2. Ana Gertrudes Chaves, casada com Antonio Pereira da Malta; 3. Severino Rodrigues Chaves, trinta anos; 4. Pedro Chaves de Miranda, casado; 5. Joaquim Chaves de Miranda, vinte e seis anos; 6. Antonio Chaves de Miranda, casado; 7. Romualdo Chaves de Miranda, casado; 8. Maria, falecida, e deixou filhos. Netos, filhos desta: 1. Romualda Chaves de Miranda, casada com Pedro Chaves de Miranda;2. Eliziário Antonio de Miranda, casado. Filhos do 2º Matrimônio: 1. João, de idade de sete anos; 2. Ângela, de idade de cinco anos. Fl.9: Bens: Escravos em número de 27. Bens de Raiz: Uma fazenda denominada o Carandaí que se compõem de culturas e campos - 28:758$450; - Metade de uma chácara sita em Matosinhos - 1:500$000; - Uma morada de casas de vivenda cobertas de telha, moinho, paiol, senzalas, ranchos, tudo coberto de telha e quintal cercado de valo... 2:000$000; - Uma sorte de terras de campos e culturas que foram de José Pereira da Silva - 4:664$000. Fl.18: Diz Antonio Joaquim Pereira da Malta, por cabeça de sua mulher filha e herdeira do Capitão Severino Rodrigues Chaves que no inventário por falecimento deste deve constar dos títulos de doações que o Inventariado e sua primeira mulher fizeram à mulher do suplicante e à sua filha Maria Isabel a fim de se fazer acordo (...) foram imputadas a terça da falecida Dona Ana Gonçalves de Miranda, primeira mulher do Inventariado. Fl.24: Diz Eliziário Antonio de Miranda, filho e um dos herdeiros de Dona Maria Joaquina Rodrigues (...) por falecimento de seu avô Severino Rodrigues Chaves (...) Fl.28: Procuração que faz: o Major Severino José de Oliveira como Tutor de Honório Rodrigues Chaves. Data: 9 de Fevereiro de 1858. Local: Freguesia de Nossa Senhora da Necessidade do Rio do Peixe, Termo da Vila do Bonfim do Paraopeba, onde o Major Severino é morador. Fl.37: Dizem os herdeiros de Francisco Balbino de Mello que deixando sua tia Dona Marianna Gonçalves de Mello em legado noventa mil réis e como nossa mãe Dona Maria Rita de Mendonça recebeu do Inventariante Gervásia Gonçalves Lara (...). Fl.63: Diz Matheus Furtado de Mendonça que o casal de seu falecido genro o Capitão Severino Rodrigues Chaves lhe é devedor (...) Fl.66: Diz Pedro Chaves de Miranda por cabeça de sua mulher Dona Romualda Maria Miranda, filha da falecida Dona Maria Joaquina Rodrigues, que tendo esta em dote quando se casou com Antonio José de Miranda (...) foi imputado a legítima materna por falecimento de Dona Ana Gonçalves de Miranda (...). Fl.73: Adição de Bens de Raiz: Terras de cultura sitas no lugar denominado Cachoeira - 159$108; - Terras da Fazenda do Mosquito - 30$000; - Uma parte comprada ao Alferes Gervásio Gonçalves Lara na Fazenda do Carandaí - 150$000. Fl.74: Auto de Partilha: Monte Mor: 42:344$346. Monte Líquido:19:377$193. Meação da Viúva: 21:172$173. P/cada herdeiro: 1:937$717. Fl.129v: Auto de Contas: Data: 10 de Janeiro de 1865 - Local: São José. Do órfão João: ... se achava com a idade de quatorze para quinze anos, que sabia escrever e que se achava empregado como caixeiro em uma casa comercial do Rio de Janeiro. Da órfã Ângela: ... se achava com a idade de doze para treze anos, que sabe ler e escrever e se ocupava no mister próprio do seu sexo, vivendo em companhia de sua mãe. Casado, em 1ª Núpcias, com sua sobrinha Anna Gertrudes de Miranda, filha do Capitão José de Miranda Ramalho e Maria Rodrigues da Silva, Meus 5º Avós. Residia em São João Del Rei. Com Geração.

1.6 Maria Rodrigues da Silva, casada com o Capitão José de Miranda Ramalho, Meus 5º Avós, que segue no Título de Miranda Ramalho.

1.7 Vicência Joaquina da Silva. Casada com o Capitão José Ferreira de Sousa, filho de Dona Antonia Rita de Jesus Xavier e do Tenente Coronel Francisco José Ferreira de Sousa, Meus 7º Avós.

1.8 Antonia Rodrigues Chaves. Em 24 de Novembro de 1813, recebeu duas sesmarias: 24.11.1813 - Concedidas duas sesmarias a Antonia Rodrigues Chaves e seu marido Domingos Gonçalves de Carvalho, irmão de Felisberto da Silva Gonçalves a seguir mencionado. Localização: Mata geral do Sertão do Pomba, no Córrego da Fortaleza, Termo de Barbacena, onde se acha abrindo a estrada para o Porto de São Fidélis (© Copyright 1998-2000 Cantoni - ® All rights reserved). Casada com o Guarda-Mor Domingos Gonçalves de Carvalho, filho de Maria Victória de Jesus Xavier e do Alferes Domingos Gonçalves de Carvalho, português. Com Geração.

1.9 Valentina Joaquina da Silva. Testamento com data de 8 de Dezembro de 1845: Registrado no Museu de São João Del Rei. Ano: 1851 - Caixa 131. Testadora: Valentina Joaquina da Silva. Testamenteiro: Antonio José de Miranda. Fls. 6: Diz Antonio José de Miranda, testamenteiro da finada sua tia Dona Valentina Joaquina da Silva (...). Em nome de Deus. Amém. Eu, Valentina Joaquina da Silva, firmemente creio e protesto viver e morrer na Santa Fé Católica e Apostólica Romana, estando gravemente enferma mas em meu perfeito juízo, temendo-me da morte, faço meu testamento na forma seguinte: Declaro que sou natural e batizada nesta Freguesia da Lagoa Dourada, filha legítima de André Rodrigues Chaves e de Dona Gertrudes Joaquina da Silva, já falecidos. Declaro que fui casada com o Capitão João de Miranda Ramalho, já falecido, de cujo matrimônio não tivemos filho algum, e por isso me acho sem herdeiro forçado, ascendente nem descendente. Declaro que meu corpo será envolto em Hábito Carmelita no que sou Irmã Terceira será sepultado no lugar em que foram sepultados os corpos de meus falecidos pais e as exéquias funerais serão feitas a eleição de meu Testamenteiro que repartirão pelos pobres trinta mil réis a razão de trezentos réis cada um e se dirão Missa de corpo presente pelos clérigos que se acharem. Não tenho porém como já disse herdeiro algum necessário, instituo por meu universal herdeiro a meu sobrinho e afilhado Antonio José de Miranda que mora em minha companhia. Declaro que meu Testamenteiro mandará dizer por minha alma cem missas, vinte pelas almas de meus pais, pelas de meus escravos vivos e falecidos, vinte; dez pelas almas de meus parentes, trintas pelas almas do purgatório. Deixo liberto por minha morte os meus escravos; Francisca, parda, com todos os seus filhos que tiver; Caridade, parda; Maria Rita, preta; Joaquina, crioula. Declaro que deixo para a Matriz de Santo Antonio da minha freguesia trezentos mil réis. Deixo para os altares do Senhor dos Passos e da Senhora do Carmo e da Senhora da Santa Ana da minha Matriz a cada um seis mil réis; e vinte mil réis a nova Capela do Rozário desta mesma Freguesia. Assim mais deixo a Capela do Senhor de Matosinhos, deste arraial, dez mil réis. Deixo a meu sobrinho Francisco, filho de José de Miranda, duzentos mil réis. A Fausta, exposta em minha casa, outros duzentos mil réis. A Maria Thereza, também exposta em minha casa, cem mil réis. Peço e rogo ao dito meu sobrinho Antonio José de Miranda em primeiro lugar, em segundo ao meu irmão Manoel Rodrigues Chaves, e em terceiro a meu irmão Severino Rodrigues Chaves me façam a obra pia de serem meus Testamenteiros benfeitores e universais administradores com livre e geral disposição deles sucedendo um na falta do outro e deixo em prêmio ao que aceitar a quantia de trezentos mil réis e o tempo de quatro anos para a conta. Declaro que por este revogo outro qualquer Testamento que tenha feito por ser esta minha última vontade e determinação e assinado por meu sobrinho Vigário Francisco José Ferreira(*), por eu não saber ler nem escrever nesta Freguesia do Capão Seco aos oito de dezembro de mil oitocentos e quarenta e cinco que este escrevi a rogo de Dona Valentina Joaquina da Silva por ela me assino. O Vigário Francisco José Ferreira. Abertura: Aos vinte e seis dias do mês de Dezembro de mil oitocentos e quarenta e cinco (...) foi apresentado este Testamento com que faleceu Dona Valentina Joaquina da Silva (...). (*) O vigário Francisco José Ferreira, no Testamento é assinalado com sobrinho de Dona Valentina Joaquina da Silva, mas não foi possível localizá-lo na descendência de sua mãe Dona Gertrudes Joaquina nem de seus irmãos. O Testamenteiro e Herdeiro Major Antonio José de Miranda era meu 4º Avô. Citações na Genealogia Mineira de Arthur Rezende: Madrinha de Anna, filha de Dona Anna Antonia de Rezende e de Joaquim José de Freitas, nascida em 27 de Dezembro de 1839 e batizada em 6 de Janeiro de 1840 pelo Padre Francisco José Ferreira, sendo padrinhos o Coronel Manoel Rodrigues Chaves e Dona Valentina Joaquina da Silva (Volume III, Página 639, 2). Madrinha de Antonio Carlos de Andrade, casado com Dona Anna Parreiras, gêmeo com seu irmão José, nasceu em 6 de Março de 1837, e foi batizado em 16 do mesmo mês, pelo Vigário Antonio Rodrigues Chaves, sendo padrinho o Capitão Antonio José de Miranda, Meu 4º Avô (Volume III, Página 641, 1). Madrinha de Anna Joaquina de Miranda, filha de José de Miranda Ramalho e de Maria Rodrigues da Silva, Meus 5º Avós, batizada em 20 de Abril de 1799, na Lagoa Dourada, pelo Padre Matheus José de Macenedo, sendo padrinho José Rodrigues Chaves (Volume III, Página 671, § 7). Casada com o Capitão João de Miranda Ramalho, filho de João de Miranda Ramalho e de Dona Maria Teixeira de Carvalho, Meus 6º Avós. Sem Geração.

2. JOAQUIM RODRIGUES CHAVES. Nascido por volta de 1750, em Lagoa Dourada.

No Testamento de sua sogra, Dona Antonia Rita de Jesus Xavier, Minha 7º Avó, ela confessa dívida pelo dote do casamento da filha:

Declaro q´devo a meu genro Joaqm. Roiz cincoenta mil rs. q´o fallecido meu marido deichou a mer. do do. q´meu testamenteiro pagará do monte, e devo mais ao do. centro e cincoenta mil rs. de trato que fiz com elle pa. se effectuar o casamento delle com minha filha, e estes serão pagos de minha tersa.

Único Herdeiro e 1º Testamenteiro do Padre Matheus que deixou Testamento em que declara não ter herdeiros naturais e demonstra disputa com a única irmã Dona Ana Maria de São José, que no final se declara paga e satisfeita e justa de contas com o Joaquim Rodrigues Chaves.

Testamento: Ano 1815 – Caixa C-01. Testador: Padre Matheus José de Macenedo. Testamenteiro: Joaquim Rodrigues Chaves. Local: Vila de São João Del Rei. No. De Páginas: 172

Fls. 2: Diz Joaquim Rodrigues Chaves como Testamenteiro e herdeiro do Padre Matheus José de Macenedo, (...)

Fls. 3: Testamento: Em nome da Santíssima Trindade Padre, Filho e Espírito Santo, três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro, cujo mistério creio e nesta fé protesto viver e morrer. Amém. Eu, o Padre Matheus José de Macenedo, morador no Arraial da Lagoa Dourada, estando em meu perfeito juízo, e temendo-me da morte que é certa e a hora incerta, disponho meu Testamento e a última vontade na seguinte forma: separada a minha alma do corpo será este involto nos hábitos sacerdotais que os tenho próprios – será conduzido o meu corpo em caixão por seis pobres mendigos de qualquer condição que seja de tarde ou de noite depositará na Capela onde for o meu falecimento, sem mais acompanhamento algum, (...) Declaro que sou natural desta Freguesia de Prados havido de legítimo Matrimônio e que meus pais são falecidos e por isso não tenho herdeiros necessários, e que os ditos meus pais para bem de me ordenarem fizeram-me o patrimônio nas casas de estalage e em dois escravos Antonio e Manoel, ambos de nação Angola como consta de escritura e ato de posse de cujos bens patrimoniais nunca tive uso e fruto, e só muitos títulos sendo meus pais enquanto vivos os que desfrutaram todo o Patrimônio e por falecimento de meu pai passou a desfrutar a minha mãe e por morte dela passou a desfrutar minha única Irmã Ana Maria de São José sem que desde que me ordenei até om eu falecimento me utilizasse jamais de coisa alguma do dito meu Patrimônio. Declaro que falecendo meu pai sem testamento e confiando de mim o seu funeral e disposições de sua alma e boa harmonia da conversa de casa com minha irmã e mãe o que me parece até agora assim o fiz, e por este se pode conhecer se com elas usei em tempo algum gênero de ingratidão ou ambição (...) e, falecendo minha mãe ficou a dita minha irmã com todos os bens assim do falecido meu pai como da falecida minha mãe, e nunca lhe pedi nada (...)Declaro que a falecida minha mãe sendo mal diretada fez testamento com que faleceu que por honra e evitar falácias o não (deroguei?) sendo ele como foi em dano da minha meação (...) não podia nem devia a falecida minha mãe fazer como fez o absoluto testamento instituindo a dita minha irmã herdeira dos bens que por direito da meação me pertencem, porém se foi pelos embustes e desconfiança, e não me achar capaz de confidenciar (...) Declaro que sou devedor a alguns benefícios a falecida minha comadre Maria Rosa de Jesus, mulher do falecido meu compadre Thomás Gomes da Silva (...) Declaro que além das casas da minha atual residência, tenho outra morada pequena junta com a de atual residência defronte à estalagem, (...)Declaro que na administração e serviço popular desta Aplicação de Lagoa Dourada sou meeiro de créditos (...) Declaro que tanto que me ordenei de presbítero residi em companhia de meus pais dois anos pouco mais ou menos, onde me mantive conforme pude à minha custa, e por não me poder acomodar com o tráfico e barulhos da estalage comprei casas como já disse em que morei sem socorro algum de meus pais, valendo-me do dinheiro de empréstimos para a minha mantença, e a (...) tanto que da casa de meus pais não trouxe para a minha colher, nem garfo, faca, prato, ou toalha, sofrendo um tal desamparo de meus pais (...) Nomeio por meu Testamenteiro em primeiro lugar a Joaquim Rodrigues Chaves (*), em segundo lugar o Capitão João de Miranda Ramalho (**) e em terceiro o Capitão José Rodrigues Chaves e em quarto a Miguel Teixeira de Carvalho (***) (...) e dos restantes de meus bens satisfeitos os meus legados o constituo meu universal herdeiro e quando suceda falecer o meu primeiro Testamenteiro passará ao segundo, do segundo ao terceiro, e do terceiro ao quarto (...) Lagoa Dourada, 12 de Agosto de 1815.

Fls. 7: Certifico que no dia 26 de Agosto de 1815 me foi entregue o Testamento do falecido Padre Matheus José de Macenedo (...)

Fls. 59: Digo eu Ana Maria de São José abaixo assinada que me devo por paga e satisfeita e justa de contas com o senhor Joaquim Rodrigues Chaves como Testamenteiro e herdeiro do falecido meu Irmão o Padre Matheus José de Macenedo, em cujos bens se procedeu a Inventário e nos de meus pais, Matheus José de Macenedo e Quitéria Ferreira Braga, e por isso lhes passo este papel por estarmos juntos de contas (...)

Transcrição de Edriana Nolasco
A pedido de Anamaria Nunes

Casado, em 1ª Núpcias a 30 de Maio de 1802, na Ermida do Cortume, filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Real Vila de Queluz, com ROSA MARIA DE JESUS, Sobrinha de Tiradentes. Nascida em 3 de Fevereiro de 1783, em Santo Amaro, filial da Freguesia de Queluz. Batizada em 8 de Abril de 1783, na Capela de Nossa Senhora da Lapa dos Olhos d´Água, filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição dos Prados. Falecida em 21 de Outubro de 1821, em Bambuí.

Certidão de Batismo
Batizada em 8 de Abril de 1783, na Capela de Nossa Senhora da Lapa dos Olhos d´Água, filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição dos Prados, sendo padrinhos o Capitão Manoel José Corrêa e Dona Anna Maria de Jesus, filha do Alferes Domingos Gonçalves de Carvalho.

Genealogia Mineira
Arthur Rezende

Filha do Tenente Coronel Francisco José Ferreira de Sousa e de Dona Antonia Rita de Jesus Xavier. Neta paterna de Carlos Ferreira de Sousa e de Dona Rosa Azevedo. Neta materna de Domingos da Silva dos Santos e de Dona Antonia da Encarnação Xavier.

Bisneta paterna de Manoel Afonso de Sousa e Maria de Azevedo. Bisneta materna de André da Silva e Mariana da Mata. De Domingos Xavier Fernandes e Maria de Oliveira Colaço. Terceira neta materna Domingos Rodrigues e Catarina Fernandes. De Antonio de Oliveira Setúbal e Isabel de Oliveira Colaço. Quarta neta materna de João Fernandes e Esperança Fernam. De Hierônimo Setúbal e Brazia de Oliveira. De Antonio de Oliveira Gago e Ana da Cunha. Quinta neta materna de Martinho de Oliveira Gago e Catarina Pereira Sardinha. De Antonio da Cunha e Paula Gonçalves. Sexta neta materna de Pedro Colaço e Juliana de Oliveira. De Manoel da Cunha e Catarina Pinto. Sétima neta materna de Pedro Colaço, o Velho, e Brígida Machado. De Manoel de Oliveira Gago, o Velho, e Felipa da Mota. De Salvador Teixeira da Cunha e Maria Mendes. Oitava neta materna de Ruy Dias Machado e Cecília Rodrigues. Antonio de Oliveira e Genebra Gago. De Vasco Pires da Motta e Felipa Gomes da Costa. Nona neta materna de Aniceto Vaz da Motta e Felipa de Sá. De Estevão da Costa e Isabel Lopes de Sousa. Décima neta materna de Martim Afonso de Sousa.

Testamento com data de 1825.

Pública Forma de Certidão. José Joaquim Toscano de Brito, segundo Tabellião da Comarca de Formiga, etc. Certifico que revendo os autos de inventário de Dona Rosa Maria de Jesus, em meu cartório delles de folhas sete a folhas dez consta o traslado do testamento do teor seguinte: Traslado do testamento que neste lugar se achava: “In Nomine Domini. Amen” Número duzentos e dois. Pagos de sello cento e vinte reis. Pereira Freitas.

Aos oito dias do mez de Setembro de mil oitocentos e vinte e cinco, neste Arraial de Sant´Anna de Bambuhy, Termo da Villa de São Bento de Tamanduá, Comarca do Rio das Mortes, eu Rosa Maria de Jesus estando gravemente enferma, mas em meu perfeito juízo e entendimento, querendo dispor dos meus bens faço este Testamento e disposição de minha ultima vontade na forma seguinte:

Sou natural de Santo Amaro, filial da freguezia da Real Villa de Queluz, filha legítima do Capitão Francisco José Ferreira de Sousa e de Dona Antonia Rita de Jesus Xavier, ambos já fallecidos. Casada do Joaquim Rodrigues Chaves, desse Matrimonio temos onze filhos por nomes Joaquim, Maria, José, Antonio, Marianna, Nicoláu, Camillo, Gervasio, Protasio, Maria e Maria, os quaes instituo por meus legitímos herdeiros dos meus bens. Instituo por meus Testamenteiros em primeiro logar a meu marido Joaquim Rodrigues Chaves; em segundo a meu genro José Antonio de Magalhães, e em terceiro lugar a meu filho José Rodrigues Chaves, aos quaes peço queiram por serviço de Deus acceitar esta testamentaria, e lhe dou dois annos para dar contas, e duzentos mil reis de premio. Meu corpo será envolto no Habito da Senhora do Monte do Carmo de quem sou Irmã terceira e sepultado na Matriz da Senhora Santa Anna de Bambuí, acompanhado pelo Reverendo Parocho, e mais sacerdotes que comodamente se poder convocar, que dirão cada um Missa de corpo presente e um oitavario de esmolas de seiscentos reis. Meu testamenteiro mandará celebrar cem missas de esmolas comua por minha alma. Trinta missas a Senhora das Dores, na Freguesia de Prados em altar privilegiado. Cincoenta Missas pelas almas do Purgatório as que forem do agrado de Deus. Dez pelas almas de meus escravos fallecidos. Trinta por todos os Santos da Côrte do Céu. Trinta pelas almas de meus paes. Deixo cincoenta mil reis a Matriz desta Freguezia. Deixo para minha afilhada Reginalda quarenta mil reis. Mandará dizer mais vinte missas por todas aquellas pessoas que agravei, o que me agravaram. Declaro mais que sou irmã do Senhor Bom Jesus de Congonhas e da Senhora da Bôa Morte de Barbacena. Feitas as minhas disposições e cumpridas os meus legados todo o restante da minha terça deixo por herdeiro meu marido Joaquim Rodrigues Chaves. E nesta forma hei por feito este meu testamento e disposições de minha ultima vontade. Rogo as Justiças de Sua Magestade Imperial o façam cumprir inteiramente. Declaro mais que meu testamenteiro mandará dizer mais cincoenta missas por minha alma. E por não saber ler nem escrever, pedi e roguei a Florentino José de Magalhães que este por fizesse a meu rôgo por mim assignasse depois de lido na presença de testemunhas.

Declaro que meu testamenteiro dará mais para uma orphã pobre segundo a eleição de meu testamenteiro sessenta mil reis. Eu Florentino José de Magalhães, assigno-me a rôgo da testadora Rosa Maria de Jesus, perante as testemunhas abaixo assignadas. Era ut supra. José Ferreira de Sousa. Francisco José Ferreira de Sousa. José Antonio da Silva Rezende.

Termos de Abertura, de Aceitação e Registro.

Transcrições dos documentos no Volume IV, às Páginas 157, 158, 159 e 160.
Genealogia Mineira
Arthur Rezende.

Não fugindo à regra da mulher mineira dos séculos XVII e XVIII, apesar de ter berço e alguma fortuna, Dona Rosa Maria de Jesus não sabia ler nem escrever, como declara em seu Testamento.

Irmã Terceira da Ordem da Senhora do Monte do Carmo. Irmã do Senhor Bom Jesus de Congonhas. Irmã da Senhora da Bôa Morte de Barbacena

De Lagoa Dourada, Joaquim Rodrigues Chaves e Rosa Maria se mudaram para Bambuí, onde faleceram e deixaram numerosa descendência (Genealogia Mineira - Arthur Rezende)

Foram Pais de:

2.1 Joaquim Rodrigues Chaves Jr. Batizado em 10 de Abril de 1803 pelo Padre Macenedo, sendo padrinhos seus avós paternos. Foi arrolado no Censo de 1831, como chefe do fogo 14, como casado com Umbelina Joaquina de Sousa, o que nos sugere um 1º casamento com Umbelina Joaquina de Sousa: 3 14 Joaquim Rodriguez Chaves chefe do fogo masculino branca 28 agricultor. Umbelina Joaquina de Sousa cônjuge feminino branca 28. Joaquim Rodriguez dependente masculino branca 3. Gervásio Rodriguez dependente masculino branca 1. 10 escravos (Projeto Compartilhar - Moacyr Villela). Com Geração. Casado, em 2ª Núpcias, com a homônima de sua tia paterna, Valentina Joaquina da Silva. Em 1822 foram para Lagoa Dourada, onde faleceram. Com Geração.

2.2 Maria Rita de Jesus, que segue.

2.3 José Rodrigues Chaves. Empresário. Nascido por volta de 1806, em Lagoa Dourada. Certidão de Batismo: Batizado em 13 de Agosto de 1806, na Capela de Santo Antonio da Lagoa Dourada, pelo Padre Matheus José de Macenedo, sendo padrinhos Manoel Rodrigues Chaves e Dona Antonia Rita de Jesus, moradora em Santo Amaro. Fundador de Vila Formosa da Imperatriz, em Goiás, antigo Arraial dos Couros. Mudança para Goiás: As perseguições à família de Tiradentes obrigaram muitos dos seus parentes a se mudar de estado. José Rodrigues Chaves foi o primeiro da família que emigrou para Goiás. Em 1828 mudou-se para o Arraial dos Couros, hoje Vila Formosa da Imperatriz, cidade da qual foi um dos fundadores. Era proprietário de uma grande fábrica de ferro. Casado, em 14 de Maio de 1832, com sua prima Dona Maria do Carmo de Jesus, filha legítima de Eduardo Ferreira da Fonseca e de Dona Antonia Rita de Jesus, nascida em Santo Amaro, em 14 de Maio de 1832, que levava o mesmo nome da avó e da tia materna. Certidão de Casamento: Aos 14 de Maio de 1832, na Ermida do Cortume, e depois de feitas as denunciações canônicas e depoimentos verbaes, conforme mandam o Consílio de Trento e o Ritual Romano, de despensados pelo impedimento de consaguinidade em segundo grão de linha transversal, com licença minha o Padre Gonçalo Ferreira da Fonseca, com as testemunhas presentes Eduardo Ferreira da Fonseca e Manoel Rodrigues Chaves, assistiu e administrou o sacramento do matrimonio aos contrahentes José Rodrigues Chaves, filho legitimo de Joaquim Rodrigues Chaves e de Dona Rosa Maria de Jesus, nascido e baptizado na Lagôa Dourada, e Maria do Carmo, filha legítima de Eduardo Ferreira da Fonseca e de Dona Antonia Rita de Jesus Xavier, nascida e baptizada na Capela de Santo Amaro. Com Geração.

2.4 Antonio Rodrigues Chaves. Alferes. Nascido por volta de 1808. Batizado em 30 de Agosto de 1808. Certidão de Batismo: Batizado em 30 de Agosto de 1808, na Capela de Santo Antonio, tendo como padrinhos José Ferreira da Costa e Dona Antonia Rodrigues Chaves. Vida Militar (Na dúvida): Servia como soldado na Cidade de Sabará, em 1869 (Almanak, 475, Mapa SN – 000168). Casado com sua prima irmã Dona Reginalda Maria da Conceição, filha de Francisco José Ferreira de Sousa Junior e Dona Constância Umbelina do Sacramento, neta paterna de Francisco José Ferreira de Sousa e de Dona Antonia Rita de Jesus Xavier, Meus 7º Avós. Neta materna de José Antonio de Andrade e de Dona Valentina Thereza de Jesus, Meus 6º Avós. Com Geração.

2.5 Maria José de Magalhães Chaves. Batizada em 1 de Junho de 1810, na Capela de Santo Antonio, da Lagoa Dourada, pelo Padre Matheus José de Macenedo, sendo os padrinhos Severino Rodrigues Chaves e Dona Maria Rosa de Jesus, avó materna. Falecida em Bambuí. Casada com José Egyto Campos que, depois de viúvo, se casou com a cunhada Dona Maria Cândida de Magalhães Chaves (V. § 11 adiante). Com Geração.

2.6 Mariana Rita de Magalhães Chaves. Batizada em 22 de Dezembro de 1811, em Lagoa Dourada pelo Padre Matheus José de Macenedo, sendo padrinhos Joaquim José de Andrade e sua mulher Dona Francisca Maria de Jesus. Casada com seu primo com Florentino José de Magalhães, falecido em 1855, em Bambuí, filho do Alferes José Antonio de Magalhães e de Dona Valentina Thereza de Jesus, Meus 6º Avós.

2.7 Nicolau Rodrigues Chaves. Batizado em 19 de Junho de 1810, na Capela de Santo Antonio, Lagoa Dourada sendo madrinha Dona Gertrudes Joaquina da Silva. Faleceu solteiro. Pelo Censo de 1831, ele teria nascido em 1814. Mudou-se para Bambuí.

2.8 Camilo Rodrigues Chaves. Capitão e Político. Nascido em 1815. Falecido em 29 de Agosto de 1889. Presidente da Câmara da Prata. Nomeado pelo Governo Imperial Diretor do Aldeamento dos Índios Caiapós. Foi Prático de farmácia e Autoridade Policial. Pequena Biografia: Ilustre, um dos principais habitantes de Prata. Benemérito de Campina Verde, no Triângulo Mineiro. Emigrou de Lagoa Dourada para os sertões da Farinha Podre, estabelecendo-se no incipiente povoado de Campo Belo, hoje Campina Verde. Dotado de notável energia e retidão prestou relevantes benefícios ao povo de Campina Verde. Exerceu várias funções como Prático de Farmácia, Autoridade Policial e Civilizador dos Índios Caiapós. Nomeado pelo Governo Imperial Diretor do Aldeamento dos Caiapós (Fonte Desconhecida) Casado, em 1ª Núpcias, com Dona Alexandrina Maciel, assassinada por três escravas que foram enforcadas em uma Praça de Uberaba. Com Geração. O Capitão Camilo Rodrigues Chaves casou, em 2ª Núpcias, com Dona Cândida Umbelina do Nascimento Chaves, irmã do virtuoso Padre José Gomes de Lima, falecido como Vigário da Prata (Genealogia Mineira - Arthur Rezende) Com Geração.

Destaques na Descendência

Camilo Rodrigues Chaves
Senador da República

Camilo Chaves Júnior
Advogado
Fundador e 1º Prefeito de Cachoeira Dourada

Orlando Chaves
Padre
Estudou Teologia em Turim, onde se ordenou em 1927.
Diretor do Colégio Salesiano de Santa Rosa, em Niterói.

Dom Pio de Freitas Silveira
Bispo de Joinville, em Santa Catarina.

Antonio Rodrigues Chaves Júnior
Vice-Cônsul
Membro do Corpo Diplomático e Consular da Dinamarca, em Porto Alegre.

Etelvina Chaves
Religiosa Dominicana de nome Irmã Maria da Imaculada Conceição
Missionária na Catequese dos Índios, na Missão de Conceição do Araguaia.

2.9 Gervásio Rodrigues Chaves. Fazendeiro. Casado com sua prima-irmã Dona Maria do Carmo Constância do Sacramento, conhecida como “Coroinha”, filha de Francisco José Ferreira Júnior e de Dona Constança Umbelina de Magalhães, neta paterna de Francisco José Ferreira de Sousa e de Dona Antonia Rita de Jesus Xavier, Meus 7º Avós. Neta materna do Coronel José Antonio de Andrade e de Dona Valentina Thereza de Jesus, Meus 6º Avós. Nota: Dona Maria do Carmo Constância do Sacramento era irmã de Dona Reginalda Maria da Conceição, casada com o seu cunhado, Alferes Antonio Rodrigues Chaves (Genealogia Mineira - Arthur Rezende)

2.10 Protásio Rodrigues Chaves. Padre. Foi batizado em 12 de Janeiro de 1823, na Capela da Lagoa Dourada. Falecido em 1889, em Bambuí. Fundador de Bambuí em 1885, ao lado de seu sobrinho Capitão Joaquim Eliziário de Andrade Magalhães. Estudou no Seminário de Mariana, onde recebeu Ordens Sacras. Em 1885 foi nomeado Vigário de Bambuí.

2.11 Maria Cândida de Magalhães Chaves. Nascida em 1823. Casada com Egydio Campos, viúvo de sua irmã Dona Maria José de Magalhães Chaves (V. § 2 retro)

O Capitão Joaquim Rodrigues Chaves foi casado, em 2ª Núpcias, com Dona Maria Teresa de Jesus, irmã do seu genro José Antonio de Magalhães, Meus 5º Avô. (Na dúvida) O casamento é confirmado pelo Censo de 1831, de Bambuí: 192 Joaquim Róis Chaves chefe do fogo branca 55 casado. Maria Theresa cônjuge 35 casado. Marianna filho 19 solteiro. Nicolao filho 17 solteiro agregado. Camillo filho 10 solteiro. Gervásio filho 8 solteiro. Protosio filho 7 solteiro. Maria Gomes filho 5 solteiro. Maria filho 5 solteiro. Pedro filho 2 solteiro. nº escravos 22. nº moradores 32. Da relação acima, Mariana, Nicolau, Camilo, Gervásio, Protásio são filhos do 1º casamento, além outros seis mais velhos e já casados provavelmente. Maria Gomes e Maria, gêmeas de cinco anos, certamente seriam filhas do 2º casamento, assim como Pedro, de 2 anos. Segundo Arthur Rezende, em sua Genealogia Mineira, do 2º casamento nasceram 11 filhos, mas só um se criou: Pedro.

Segundo o Censo, em 1831 o Capitão Joaquim Rodrigues Chaves, é citado como marido de Dona Maria Theresa, sua 2ª esposa. Do 1º casamento, moravam com o casal os filhos Mariana, Nicolao, Camillo, Gervásio, Protásio e Maria. Do 2º casamento, apenas o filho Pedro, de 2 anos.

Fogo 192
Joaquim Rodrigues Chaves – Chefe do fogo – branco, 55 anos, casado.
Maria Theresa – Cônjuge – 35 anos, casada.
Mariana – filha, 19 anos, solteira
Nicolao – filho, 17 anos, solteiro – agregado
Camillo – filho, 10 anos, solteiro
Gervásio – filho, 8 anos, solteiro
Protosio – filho, 7 anos, solteiro
Maria Gomes – filha, 5 anos, solteira (?)
Maria – filha, 5 anos, solteira 1º
Pedro – filho, 2 anos, solteiro
Escravos – 22
Moradores – 32

Projeto Compartilhar
Bartyra Sette e Regina Junqueira

2.12 Maria Gomes. Nascida por volta de 1826.

2.13 Maria. Gêmea da anterior.

2.14 Pedro de Alcântara Chaves. Coronel. Casado, em Bambuí, com sua prima e sobrinha, Dona Teresa Umbelina de Magalhães, filha do Capitão Florentino José de Magalhães, falecido em 1855, em Bambuí, vítima de uremia, e de Dona Mariana Rita de Magalhães Chaves, 5ª filha do Capitão Joaquim Rodrigues Chaves e de sua 1ª esposa, Rosa Maria de Jesus. Parentesco: Pedro de Alcântara Chaves era meio-irmão de sua sogra, Dona Mariana Rita de Magalhães Chaves, filha do 1º Casamento de seu pai, Capitão Joaquim Rodrigues Chaves com Dona Rosa Maria de Jesus. Dizendo de outra forma, o Coronel Pedro de Alcântara Chaves era meio-tio de sua mulher, Dona Teresa Umbelina de Magalhães. Transferiram sua residência para Vila Formosa, Goiás, onde ambos faleceram. Com Geração.

Teve ainda, o Capitão Joaquim Rodrigues Chaves, da relação marital com Dona Josefa Pernambuco, a filha natural:

2.15 Justina.

3. MARIA RITA DE JESUS XAVIER casada com o Tenente Coronel JOSÉ ANTONIO DE MAGALHÃES, Patriarcas da 4ª Geração da Família Magalhães.

3 comentários:

  1. Olá Anamaria, Parabéns!! É um belo trabalho que está fazendo!!
    Sou Tataraneto do Coronel Pedro de Alcântara Chaves e de Dona Teresa de Umbelina Magalhães, que são pais de Florentino de Alcântara Chaves, que é natural de Bambuí-MG, avós de Adriana Chaves Roriz, que é natural de Luziânia-GO, Bisavós de Ana Chaves Mesquita, natural de Lza-GO, Trisavós de Djair Chaves Mesquita, natural de Lza-Go, Tataravô de Vitor henrique Chaves Mesquita, que sou eu, natural de Luziânia-Go, hoje residindo em Valparaíso de Goiás.

    Ano de 1981, Florentino de Alcântara Chaves, casou-se com Dona Antonia Henriqueta Roriz, natural da Antiga cidade de Santa Luzia, atual Luziânia-Go, filha de Dona Teresa de Jesus Roriz.
    Florentino e Antonia Henriqueta, tiveram os seguintes filhos:

    Adriana Chaves Roriz, Antonia Chaves Roriz, Benedita Chaves Roriz, Clarinda Chaves Roriz, Luzia Chaves Roriz, Marica Chaves Roriz, Nila Chaves Roriz, Teresa Chaves Roriz, Antonio Chaves Roriz, Djalma Chaves Roriz, José Chaves Roriz, Olimpio Chaves Roriz, Pedro Chaves Roriz, Tereziano Chaves Roriz.

    Benedita Chaves Roriz, nascida na cidade de Santa Luzia, atual Luziânia, em Goiás, foi uma das primeiras mulheres a obter o direito ao voto no nosso País.

    Benedita Chaves Roriz Villa Real
    (Luziânia 16/05/1905 - Goiânia 1990). Foi a primeira mulher goiana a requerer um Título Eleitoral e uma das primeiras a poder votar no Brasil, no ano de 1927, época em que empreendeu sua vitoriosa luta em favor do voto feminino. Professora de Educação Artística, Poeta e Modista conceituada, foi também ativa militante política e mulher intelectualizada para seu tempo. Em 1930 casou-se com Adalardo Villa Real, passando a se chamar Benedita Chaves Roriz Villa Real, foi professora em Ribeirão Preto-SP e na Escola Profissional de Rio Verde. Biografada por Amália Hermano Teixeira em seu livro Perfis (1993).

    Nila Chaves Roriz de Almeida

    Nasceu em Luziânia em 15 de novembro de 1911, filha de Florentino de Alcântara Chaves e Dona Antônia Henriqueta Roriz. Fez seus estudos primários com Guiomar de Grammont Machado e Arthur Roriz. Estudou no Colégio São José de Formosa e Escola Técnica de Comércio de Rio Verde. Mais tarde fez o curso de Filosofia e Letras na Faculdade de São Paulo.

    No ano de 1934 Nila Chaves veio para Trindade onde foi professora do Grupo Escolar João Pessoa sob a direção de Laurinda Seixo de Moura, aplicando técnicas novas, criou o Club Agrícola Constantino Xavier e o jornal "A Crisálida".

    Mais tarde, em 1938, casou-se com o Engenheiro Agrônomo Manoel Alves de Almeida com quem teve vários filhos. Esse casal, transferindo-se para Rio Verde, foi fundadora da Escola Profissional do Rio Verde, até hoje em funcionamento.

    Mudando-se para Cruzeiro, no Estado de São Paulo, foi professora ali nos institutos de ensino, fato similar em São Paulo, capital. Faleceu na capital paulista em 15 de maio de 1991, aos 80 anos de idade.

    Acadêmia Trindadense de Letras Ciências e Artes
    Cadeira N° 15
    Patrono: Nila Chaves Roriz De Almeida

    Clarinda Chaves Roriz, Nasceu em Luziânia Goiás, no dia 23/07/1899, foi casada na cidade de Formosa-Go, com Oscar Gonçalves Roriz, faleceu em Formosa Goiás no dia 29/04/2005, tendo vivido 105 anos, 09 meses e 06 dias..
    (Luziânia-Go 23/07/1899 - Formosa-Go 29/04/2005.

    Adriana Chaves Roriz, nascida em Luziânia no dia 29/03/1904, conceituada em livros sobre culinária goiana, receitas também das irmãs, Bendita e Nila.

    ResponderExcluir
  2. Obs: Realmente o Coronel Pedro de Alcântara Chaves e a sua esposa, Dona Teresa Umbelina de Magalhães Chaves. Transferiram sua residência para Vila Formosa, Goiás, hoje atual Formosa, onde ambos faleceram. Com Geração.
    Antes de chegar em Formosa, tiveram uma parada na cidade de Santa Luzia em Goiás, hoje atual Luziânia, e durante essa parada o filho desse casal, Florentino de Alcântara Chaves, conheceu a sua futura esposa Antonia Henriqueta Roriz, ela natural de Luziânia, filha de Teresa de Jesus Roriz. Os pais de Florentino junto com os seus irmãos partiram para Formosa, pois um tio tinha fundado a cidade de Formosa, e apenas o Florentino ficou na cidade de Luziânia casando-se com Antonia Henriqueta, onde ambos faleceram com Geração.

    ResponderExcluir